Joel Rodrigues/Estadão
Joel Rodrigues/Estadão

Posse de Dilma tem repercussão discreta no exterior

Crise na Petrobrás e economia estagnada são apontados como principais desafios pelos jornais e redes de televisão internacionais

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S. Paulo

02 de janeiro de 2015 | 13h47

GENEBRA - A posse da presidente Dilma Rousseff para seu segundo mandato na quinta-feira, 1º, teve repercussão discreta na mídia estrangeira, que destacou o escândalo envolvendo a Petrobrás, abordado pela petista em seu discurso.

 

Em chamada de capa nesta sexta-feira, 2, o jornal El Pais destaca que a representação espanhola na posse de Dilma "foi a menor em anos na América Latina". Apenas o embaixador espanhol em Brasília, Manuel de La Cámara, prestigiou o evento.

Madri justificou que, por ser uma reeleição, não existiria a necessidade de uma representação maior e que os demais países europeus seguiram a mesma tendência.  Mas críticos apontaram que a Espanha teria interesses em dar mais atenção à economia que representa o maior destino de investimentos do país no mundo.

Na BBC, a "economia estagnada" e a corrupção na "joia da coroa - a Petrobrás" também marcaram a cobertura da posse. A rede britânica ainda destacou como Dilma manteve "a velha maneira de fazer política no Brasil" ao distribuir ministérios a partidos aliados e formando um "gabinete controvertido".

"Críticos apontam que ela distribuiu cargos para agradar partidos de sua coalizão e não baseado em conhecimento político", indicou a BBC.

Na França, o Liberation indicou que a presidente "vai tentar relançar a economia e a credibilidade afetada por um vasto escândalo de corrupção" .

O New York Times apontou que Dilma terá de "confrontar um escândalo de corrupção que se expande, uma economia moribunda e menor apoio do Congresso".

O argentino El Clarín destacou o foco dado pela presidente, em seu discurso, ao combate à corrupção. Dilma prometeu encarar "sem medo" a luta contra a corrupção, diz o texto. O também argentino La Nacion diz que a presidente fará um "duro ajuste econômico".

Para a CNN, Dilma terá uma tarefa "titânica" de reunir um país dividido.

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