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Posição do PSB mostra divisão de aliados sobre mínimo

A reunião do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, com a bancada do PSB na Câmara expôs a divisão da base aliada quanto à votação do novo salário mínimo. Os socialistas deixaram evidente o desconforto em votar, nominalmente, a favor do mínimo de R$ 545, embora a líder do PSB, Ana Arraes (PE), fizesse um apelo para que a bancada votasse unida com o governo.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

15 de fevereiro de 2011 | 17h05

O deputado Abelardo Camarinha (PSB-SP) apresentou um estudo indicando fontes alternativas de receita, nas quais o governo poderia buscar recursos para bancar o salário mínimo de R$ 560, pleiteado pelas centrais sindicais. Camarinha citou as multas aplicadas pela Receita Federal em 2010 e as execuções fiscais vitoriosas na Justiça Federal como fontes extras de arrecadação. Segundo o parlamentar, a Receita teria arrecadado cerca de R$ 200 bilhões com multas no ano passado. Nelson Barbosa não confirmou este número. Ele acrescentou que seriam necessários mais R$ 4,5 bilhões para arcar com esse reajuste.

O deputado Jefferson Campos (PSB-SP) criticou o acordo feito pelo líder governista, Cândido Vaccarezza (PT-SP), com líderes da oposição, negociando a votação nominal das emendas que defendem os reajustes para R$ 560 (defendido pelas centrais) e R$ 600 (de autoria do PSDB). "Isso vai nos expor de forma desnecessária com os aposentados", criticou o parlamentar. Ele acrescentou que não havia um representante do PSB na negociação.

Estreante no Congresso, o deputado Romário (PSB-RJ) não quis adiantar se votaria a favor dos R$ 545 defendidos pelo governo. Ele afirmou que vai esperar o posicionamento final da bancada e que votará pelo que for "melhor para o trabalhador".

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