Posição a favor de Renan me custa ´preço alto´, diz relator

Almeida Lima quer que Renan seja inocentado até que provas aparecerem

10 de julho de 2007 | 18h37

O senador Almeida Lima (PMDB-SE), que é um dos relatores da representação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no Conselho de Ética, disse nesta terça-feira, 10, que sua posição a favor dos direitos do presidente do Senado lhe tem custado "um preço alto".Almeida Lima quer assegurar o direito de o presidente Renan Calheiros defender-se no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado e seja inocentado das acusações que pesam contra ele, "até que as provas das denúncias da revista Veja apareçam"."Alguns preferem ficar do lado da correnteza, preocupados em granjear aplausos, conformados com a condenação de um bode expiatório. Sei que a corrupção deve ser combatida, mas sou contrário à condenação sem provas´´, enfatizou.O senador Almeida Lima (PMDB-SE) avaliou também que "o momento nacional é de política e de confronto", ao referir-se ao que designou como uma suposta perseguição da grande mídia, por meio de um jogo para derrubar o presidente do Senado".Além de Almeida Lima, compõem a relatoria do caso Renan a senadora Marisa Serrano (PSDB) e Renato Casagrande (PSB). Mãos sujasNesta terça-feira, o presidente do Senado fez o seu mais incisivo discurso no plenário da Casa. "Se quiserem minha cadeira, se for um desejo político, vão ter que sujar as mãos. Vão ter que dizer por que estão tirando o presidente do Senado", disse Renan. O presidente do Senado desafiou aqueles que defendem o seu afastamento da Presidência. Renan e o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) travaram diálogo, em plenário, sobre a permanência de Renan à frente da condução das votações de matérias. Renan não gostou da intervenção para que se afastasse do cargo e afirmou que não deixará a cadeira da presidência. (Com Agência Senado)

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