Portugal bloqueia dinheiro de ex-deputado do PL

Um juiz de Portugal bloqueou 2,5 milhões de euros do ex-deputado do PL Avelino Costa depositados em conta naquele país. O saque desse valor não foi permitido porque excedia o limite máximo previsto pela legislação portuguesa, de 12,5 mil euros em dinheiro. Segundo reportagem do Jornal de Notícias, de Portugal, a mulher de Avelino, Maria Adelaide da Costa, tentou fazer o saque no dia 30 de novembro, na agência do Banco Totta Santander de Vila Nova de Cerveira - cidade onde o ex-deputado nasceu, a 400 quilômetros de Lisboa. Seguindo a legislação portuguesa para qualquer retirada acima de 12,5 mil euros em dinheiro, a operação foi bloqueada até ser autorizada pelo Banco de Portugal, o banco central do país. Na sexta-feira, o dinheiro acabou sendo bloqueado por um juiz até serem concluídas as investigações sobre sua origem. Conforme reportagem do Jornal de Notícias, a polícia portuguesa suspeita que o ex-deputado estaria envolvido num esquema de lavagem de dinheiro e financiamento de partidos políticos no Brasil. O jornal afirma que as suspeitas são de que Avelino poderia estar implicado no caso do financiamento ilegal do PT mineiro nas últimas eleições. Segundo fonte não revelada do Jornal de Notícias, Avelino - proprietário do frigorífico Pif Paf, um dos maiores do Brasil, com faturamento de R$ 500 milhões no ano passado e 6.500 funcionários - teria obtido o dinheiro com a venda de dois imóveis em Lisboa e isso foi declarado em Portugal. Nascido em Portugal há 71 anos, Avelino emigrou aos 18 anos para o Brasil, onde construiu uma fortuna no setor de carnes. Hoje, as suas empresas constituem um dos dez maiores grupos do setor, com exportações para o Oriente Médio e para a Europa Oriental. De acordo com o jornal português, uma equipe de agentes da Polícia Federal estaria a caminho de Portugal para acompanhar as investigações. Avelino foi um dos presos da Operação Castelhana, deflagrada pela Polícia Federal brasileira em 23 de novembro e que deteve temporariamente políticos, empresários e advogados pela lavagem de R$ 1 bilhão de reais. A Embaixada do Brasil em Lisboa não soube informar nesta segunda-feira a respeito da vinda dos investigadores da Polícia Federal, assim como o consulado do Brasil no Porto.

Agencia Estado,

19 Dezembro 2006 | 10h37

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