Porto Velho pode ter só 1º turno

Petista, com 55%, tem chance de ganhar já no dia 5

Gabriela Cabral, PORTO VELHO, O Estadao de S.Paulo

24 de setembro de 2008 | 00h00

Pesquisa Ibope/Rede Globo indica que pode ocorrer a reeleição do prefeito Roberto Sobrinho (PT) já no primeiro turno em Porto Velho. A última sondagem apontou que Sobrinho tem a preferência de 55% do eleitorado. A pesquisa foi feita entre 15 e 17 de agosto com 504 pessoas. O deputado federal Lindomar Garçon (PV) segue com 19% das intenções de voto e Mauro Nazif (PSB), com 7%. Os outros quatro candidatos somam menos de 10%. Apesar da ampla vantagem do petista, a exemplo de eleições passadas, o eleitorado pode surpreender. Candidato em 2004, Sobrinho tinha apenas 20% das intenções de voto, contra 45% de Nazif, mas venceu no segundo turno. "Há sim uma pequena possibilidade de segundo turno. Contudo, muito remota. Isso é possível até pelo fato de existir um grande número de candidaturas", diz o cientista político e professor universitário João Paulo Viana. O Ibope simulou um cenário de segundo turno entre Sobrinho e Garçon, que foi prefeito de Candeias do Jamary, a 20 km de Porto Velho. O atual prefeito ficaria com 62% dos votos, contra 26% do candidato do PV. Os brancos e nulos somam 5% e indecisos, 7%. Os desafios de administrar uma cidade com problemas de saneamento básico (menos de 1% de abrangência), saúde e educação, agravados com o aumento populacional - já sentido desde o início da discussão sobre a instalação das usinas hidrelétricas do Rio Madeira -, dão o tom das campanhas no horário eleitoral.Ex-professor universitário, Sobrinho, cuja coligação desfruta do maior tempo, baseia-se nas obras voltadas para a classe média e baixa feitas em seu mandato, principalmente em infra-estrutura. Também valoriza o apoio do "companheiro Lula" - como ele se refere ao presidente, principalmente ao falar da liberação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o Estado. Os programas assistenciais de transferência de renda também estão na pauta do discurso do candidato petista. Na capital, 22 mil pessoas recebem o benefício do programa Bolsa-Família, e outras 4 mil estão cadastradas à espera, segundo dados de 2006. Outro aliado na campanha é o programa de Regularização Fundiária, idealizado por ele, pelo qual transferiu definitivamente títulos de posse de terrenos a classe mais baixa. Para Viana, os investimentos em infra-estrutura pesam, principalmente com a instalação das usinas. "A aliança com o governo federal vêm seduzindo."

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