Porto Alegre terá memorial do Fórum Social

Município deve doar terreno para implantação do memorial; projeto ficará a cargo dos organizadores do FSM

Sandra Hahn, da Agência Estado,

25 de janeiro de 2010 | 13h49

O prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), informou há pouco, na solenidade de abertura dos debates dos dez anos do Fórum Social Mundial (FSM), que a capital gaúcha terá um memorial dedicado ao evento. Um convênio será assinado nesta segunda-feira, 25, à tarde entre a prefeitura e Organizações Não Governamentais que coordenam o FSM para implantar o memorial, provavelmente em terreno a ser doado pelo município. O projeto ficará a cargo dos organizadores do FSM, disse Fogaça.

 

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O FSM começou em Porto Alegre em 2001, cidade que este ano sedia um debate sobre a retrospectiva do evento, concebido como contraponto ao Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, na Suíça. Na recepção aos participantes, Fogaça lembrou que a prefeitura enviou representantes e uma carta pedindo o retorno do evento a Porto Alegre, durante o encontro do ano passado, em Belém (PA). Além da capital, as atividades ligadas ao FSM estão descentralizadas em seis municípios da Região Metropolitana.

 

Embora sem concentrar as atenções do encontro na capital gaúcha, Fogaça considerou a fórmula descentralizada "mais democrática", pois permite maior participação do público. Sobre o fato de os municípios que acolhem atividades serem administrados pelo PT na região metropolitana, o prefeito e pré-candidato a governador do RS, avaliou que o partido "é o mais vinculado ao fórum".

 

A governadora do RS, Yeda Crusius(PSDB), enviou uma carta de saudação aos organizadores, que foi lida na solenidade de abertura e recebeu algumas vaias. "Acolher o fórum não significa endossar o conjunto de suas teses", disse a governadora, ressaltando, contudo, que "o Rio Grande do Sul quer o convívio moderno entre as diferenças".

 

Embora estivesse prevista sua presença, o ministro da Justiça e pré-candidato ao governo do RS pelo PT, Tarso Genro, não participou do lançamento dos debates. A Presidência da República foi representada pelo secretário nacional de Estudos e Pesquisas Político-Institucionais, Wagner Caetano.

 

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Ivar Pavan (PT), lembrou que o fórum inspirou críticas em seu começo, mas agora é comemorado por todos, segundo ele. "Se a primeira reunião foi motivo de opiniões divergentes, a volta foi saudada por unanimidade", afirmou. O FSM pediu aplausos em solidariedade ao povo haitiano e que "a reconstrução não seja baseada nos interesses do mercado e da geopolítica internacional", disse Sérgio Haddad, coordenador-geral da ONG Ação Educativa.

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