Porto Alegre receberá fórum de solidariedade à Palestina

Conhecida por suas ligações com o Fórum Social Mundial, a cidade de Porto Alegre vai abrigar também em evento temático do mesmo movimento, o Fórum Social Mundial Palestina Livre, entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro deste ano. As 36 entidades, sindicatos e organizações não governamentais responsáveis pela organização das atividades esperam a presença de 8 mil pessoas, de 36 países. "É um momento de solidariedade ao povo palestino", afirma Claudir Nespolo, presidente de uma das entidades promotoras do encontro, a Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

12 de novembro de 2012 | 19h33

O dirigente sindical diz que entre os participantes também estarão pacifistas israelenses. Já os extremistas ou conservadores de qualquer setor devem ficar de fora, para, segundo Nespolo, "não tirar o brilho de um evento voltado à solidariedade". Todas as palestras e oficinas estão previstas para a região central da cidade. A prefeitura vai ceder espaços públicos como a Usina do Gasômetro, enquanto a Assembleia Legislativa vai liberar seu auditório para as atividades. O Estado também participa com apoio institucional.

O governador Tarso Genro (PT) lembra que o Brasil defende o reconhecimento do Estado palestino, o cumprimento dos acordos de Oslo e é contrário à ocupação militar na Faixa de Gaza e Cisjordânia. "É necessário que os setores políticos de Israel e da comunidade palestina se unifiquem, para que, com base na tolerância, no respeito à autodeterminação dos povos e ao direito de existência do estado palestino, comunguem para uma grande movimentação política, global, para o reconhecimento deste estado e dos direitos históricos, culturais e sociais do povo palestino", afirma.

O documento de referência, que deve pautar a maior parte dos debates, defende o direito do povo palestino a resistir à ocupação e ao apartheid; o fortalecimento de uma campanha global de boicote, desinvestimento e sanções contra Israel; proteção aos refugiados palestinos em outros países até que possam exercer o direito de voltar aos seus lares; defesa dos direitos dos palestinos na Jerusalém ocupada; e libertação dos prisioneiros palestinos em Israel, entre outros itens.

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