Porto Alegre faz manifestações contra a corrupção

Centenas de pessoas protestaram contra a corrupção e a impunidade em duas diferentes manifestações em Porto Alegre, hoje, em atos paralelos ao desfile do 7 de Setembro. O primeiro ato reuniu pelo menos 300 jovens de classe média, mobilizados pelas redes sociais da internet. Com os rostos pintados com as cores da bandeira do Brasil, portando cartazes e gritando palavras de ordem, eles se reuniram no Largo dos Açorianos, esperaram o desfile oficial passar e depois entraram na Avenida Loureiro da Silva para fazer seu protesto.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

07 de setembro de 2011 | 20h08

O grupo caminhou até o Parque da Redenção e, no caminho, atraiu para a manifestação uma pequena parte das dez mil pessoas que haviam assistido ao desfile e estavam indo embora.

Nas faixas e cartazes, os manifestantes exibiram frases como "Não podemos ter vergonha de sermos honestos", "O Brasil exige dignidade", "Queremos crescer livres da corrupção", "Somos roubados desde 1500" e "Fora Teixeira", entre outras.

A segunda manifestação do dia foi um ato pela defesa da ética e da moralidade na administração, realizado na sede da seccional Rio Grande do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS), no início da tarde. A reunião contou com representantes de pelo menos 40 entidades ligadas a grupos profissionais, religiosos, maçônicos, empresariais e comunitários, além de alguns políticos, como os senadores Pedro Simon (PMDB) e Ana Amélia Lemos (PP).

Em seu discurso, Simon disse que "o Brasil nunca foi modelo, mas talvez nunca tenha chegado tão baixo" em relação à ética, à moral e ao tratamento da coisa pública. O senador sugeriu que a sociedade não espere grandes mudanças da classe política, do Executivo ou do Judiciário e se mobilize para acabar com a corrupção e a impunidade.

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