Portal da Transparência vai ao ar; Senado deve omitir salários

Iniciativa é uma das medidas de Sarney para conter a crise que atinge a Casa, agravada pelos atos secretos

Andréia Sadi, do estadao.com.br,

23 de junho de 2009 | 12h48

O Portal da Transparência do Senado vai ao ar nesta terça-feira, 23, confirmou a assessoria do presidente José Sarney (PMDB-AP) ao estadao.com.br. O site, que poderá ser conferido pela página do Senado,  é uma das medidas anunciadas por Sarney para conter a crise que atinge a Casa, mais recentemente marcada pela descoberta dos atos secretos, usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários, revelados pelo Estado.

 

"O portal vai ser colocado no ar hoje, com certeza vai, mas não sabemos se todos os dados estarão disponíveis já nesta terça", informou a assessoria. O motivo seria o grande volume de informações que ainda precisa ser migrado para o portal, que contou com a colaboração de "todas as áreas do Senado".

 

Veja também:

especialESPECIAL MULTIMÍDIA: Entenda os atos secretos e confira as análises

som ÁUDIO: Sarney fala sobre mudanças moralizadoras

especialAs medidas apresentadas para combater a crise no Senado

documento Leia a íntegra da defesa do presidente do Senado

mais imagens GALERIA DE FOTOS: Sarney discursa no Senado

lista O ESTADO DE S. PAULO: Senado acumula mais de 300 atos secretos

linkSenado tinha atos 'top secret' que nem saíam da gaveta

linkBuarque: 'Querem me chantagear, mas não tenho rabo preso'

 

A ideia é divulgar todo tipo de informação referente a Casa, desde Orçamento até dados referentes à verba indenizatória, valor de R$ 15 mil que os parlamentares têm direito para custear despesas com seus Estados.

 

No entanto, sobre o salários de servidores, o gabinete de Sarney informou que a medida ainda será analisada pela Mesa Diretora, que tem reunião marcada, que foi antecipada para as 15h30, segundo a Agência Senado. Caso seja aprovada, a assessoria garante que não teria dificuldades em levantar os dados para a divulgação.

 

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se reuniu com o presidente do sindicato dos servidores do Poder Legislativo (Sindilegis), Magno Mello,  no início desta tarde, mas disse que não vai retirar o projeto que propõe a divulgação dos salários. "Ele mostrou a sua objeção, mas vou encaminhar para a Mesa Diretora agora. Se for aprovado, eles vão recorrer à Justiça para que os salários não sejam divulgados", disse Suplicy ao estadao.com.br.

 

A assessoria de Sarney não soube informar por qual método o projeto foi aprovado- se via projeto de resolução, ato da Mesa ou via ato do presidente Sarney.

 

Texto atualizado às 16h30

 

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.