Porta voz nega decisão de Dilma a favor de Dino no Maranhão

Segundo Thomas Traumann, não existe interferência presidencial na eleição do Maranhão

Marcelo de Moraes, de O Estado de S. Paulo,

15 de outubro de 2013 | 12h03

Em nota oficial, o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, negou que o governo federal tenha decidido apoiar o presidente da Embratur, Flávio Dino (PC do B), ao governo do Maranhão em detrimento de outros candidatos. "A conversa da presidenta Dilma Rousseff com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, em Brasília, não tratou de preferências sobre a sucessão eleitoral no Maranhão", disse Traumann.

 

Segundo o porta-voz, é "especulação" a conclusão da reportagem 'Lula e Dilma se afastam de Sarney no Maranhão', na edição de segunda de O Estado de S. Paulo. "Não existe interferência presidencial na eleição do Maranhão", disse Traumann. 

 

Na prática, o governo federal deflagrou uma operação política para tentar acalmar o clã Sarney, tradicional aliado do Palácio do Planalto. Os integrantes do grupo, liderado pelo senador José Sarney (PMDB-AP), não gostaram de saber que a presidente Dilma Rousseff estaria disposta a apoiar a candidatura de Flávio Dino que faz campanha para o governo do Maranhão justamente em oposição a eles, como revelou o Estado. A disposição de apoiar Dino contra Luis Fernando Silva, secretário de infraestrutura do Maranhão e candidato do clã, se deve ao interesse de impedir que ele abra seu palanque no estado para Eduardo Campos, do PSB.

 

Para tentar resolver o mal-estar político, o governo decidiu mandar sinais para Sarney que a presidente vai apoiar a candidatura da atual governadora Roseana Sarney (PMDB) ao Senado. 

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