Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil

Porta-voz diz que ministro Gustavo Canuto fica à frente da Integração Nacional

Com a possível divisão do atual Ministério do Desenvolvimento Regional em Ministério das Cidades e Ministério da Integração Nacional, Canuto ficaria no segundo

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2019 | 19h41

BRASÍLIA - Contrariando uma expectativa de congressistas, o presidente Jair Bolsonaro decidiu manter o ministro Gustavo Canuto, servidor de carreira, no primeiro escalão do governo em vez de ceder o cargo dele a uma indicação política. Com a divisão do atual Ministério do Desenvolvimento Regional em Ministério das Cidades e Ministério da Integração Nacional, Canuto deve herdar o segundo e permanecer no "time", afirmou nesta quinta-feira, 9, o porta-voz da Presidência da República, general Rêgo Barros.

"O presidente ressalta que o ministro Gustavo Canuto continuará compondo o nosso time, à frente agora do Ministério da Integração Nacional", afirmou o porta-voz.

Após uma reunião da cúpula do Congresso Nacional com Bolsonaro, na qual os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), comunicaram que a maioria dos parlamentares defendia o desmembramento do Desenvolvimento Regional, criou-se a expectativa de que Bolsonaro cederia ao Senado a indicação do novo ministro da Integração Nacional e à Câmara a nomeação do novo ministro das Cidades.

Os nomes mais cotados eram, respectivamente, o do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado, e do ex-ministro Alexandre Baldy (PP). A recriação dos ministérios ocorre no âmbito da votação da Medida Provisória 870, que trata da organização da Esplanada e da Presidência. O texto é relatado por Bezerra e sofreu alterações propostas pelo Centrão e a oposição.

"O Ministério do Desenvolvimento Regional encontra-se assoberbado devido ao excesso de demandas. A reativação dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional é consequência de diversas solicitações de prefeitos, externadas durante a marcha dos municípios, e de parlamentares do Congresso Nacional. O retorno desses ministérios poderá dar mais eficiência, eficácia e efetividade nos resultados, fortalecendo as ações de governo em áreas que impactam profundamente a população de baixa renda, como o programa Minha Casa, Minha Vida", justificou Rêgo Barros.

O porta-voz disse, porém, que o presidente de fato conversa com partidos para indicar o novo titular das Cidades. Bolsonaro havia afirmado que a indicação passaria pela Frente Parlamentar dos Municípios, a pedido dele. "Ele (Bolsonaro), democrata que é, está a compartilhar essa decisão com as pessoas do nosso entorno e, naturalmente, com os partidos políticos para entender o contexto total dessa reestruturação", disse Rêgo Barros.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.