Por unanimidade, Conselho arquiva ação contra Virgílio

Tucano afirmou que não era parente de funcionário que residiu na Espanha e que já restituiu o dinheiro

Carol Pires, AE

19 de agosto de 2009 | 17h03

O senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, apresentou na tarde desta quata-feira, 19, antes de ver as representações contra ele serem arquivadas novamente no Conselho de Ética, sua defesa contra as denúncias de que teria cometido três irregularidades como membro do Senado.

 

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A representações o acusavam de: pedir dinheiro emprestado a um ex-diretor do Senado para pagar despesas pessoais, manter um funcionário fantasma no gabinete e estourar o limite do plano de saúde da Casa com tratamento de saúde de sua mãe (falecida em 2006).

 

O líder do PSDB afirmou não ter laço familiar com o funcionário lotado em seu gabinete, que passou meses fazendo um curso na Espanha sem que o pagamento de seu salário tivesse sido interrompido. "Os integrantes dessa família não têm qualquer grau de ligação comigo, o que afasta qualquer denúncia de nepotismo contra mim", disse o senador, que está devolvendo ao Senado, em prestações, o valor pago ao servidor durante o período em que esteve fora do País.

Em relação ao empréstimo que fez com o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia para pagar despesas da ordem de R$ 10 mil durante viagem a Paris na qual teve problemas com o cartão de crédito, Arthur Virgílio disse que a ajuda financeira foi pedida por um assessor seu, e por isso não sabia que Maia estava envolvido no caso. "Não há no regimento qualquer impedimento para empréstimo civil. O empréstimo não foi solicitado por mim. Eu posso afirmar, e o Brasil sabe que sou alguém que não disponho de conta no Exterior", justificou.

Por fim, Virgílio disse que todas as despesas médicas pagas pelo Senado com tratamento de saúde de sua mãe foram autorizadas pelos ex-presidentes da Casa, entre eles pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e José Sarney (PMDB-AP).

 

 

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