Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Por telefone, FHC teria demonstrado 'perplexidade' com destituição de Tasso

Segundo interlocutores do senador cearense, ex-presidente conversou com Tasso por telefone após decisão de Aécio

Pedro Venceslau e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2017 | 17h25

Após ser destituído da presidência interina do PSDB por Aécio Neves (MG), o senador Tasso Jereissati (CE) conversou por telefone com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo interlocutores do parlamentar cearense. De acordo com as fontes, o ex-presidente teria demonstrado "perplexidade" com a saída de Tasso.

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Tasso e Aécio tiveram uma discussão dura antes do anúncio de que o senador cearense seria destituído da presidência do partido. O tucano mineiro pediu ao colega, na conversa, que renunciasse ao cargo para que houvesse "isonomia" na disputa. Tasso, então, segundo relato de aliados, respondeu em tom duro: "Você prorrogou seu mandato de presidente do partido sem consultar a executiva". O cearense disse que não renunciaria e, diante do posicionamento, Aécio o avisou que, com base no estatuto, determinaria sua destituição. 

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Segundo nota divulgada pelo Aécio, o motivo é a "desejável isonomia" entre os candidatos que disputarão o comando da sigla em dezembro. A candidatura de Jereissati foi oficializada nesta quarta-feira, 8. Ele deve ter como adversário na disputa o governador Marconi Perillo (PSDB-GO), que tem o apoio do grupo ligado a Aécio.

Até a disputa, o partido será presidido de forma interina pelo ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, que é o mais velho entre os vice-presidentes da sigla. 

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Goldman disse que o senador mineiro tomou a decisão de destituir Tasso Jereissati do comando tucano porque tem "prerrogativa partidária" para isso, segundo o estatuto da sigla. "Aécio tem essa prerrogativa estatutária e eu apenas obedeço o estatuto. Vou procurar fazer uma disputa com mais isonomia", disse Goldman ao Estado/Broadcast.

O ex-governador foi escolhido por ser o mais velho entre os oito vice-presidentes nacionais do PSDB. Segundo Goldman, é possível que, até a convenção, surja um terceiro nome.

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ESCOLHA DO PRESIDENTE

Em conversa recente, Perillo disse ao senador cearense que aceitaria abrir mão caso o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fosse indicado para o cargo.

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Outra opção debatida entre os tucanos é o governador Geraldo Alckmin ser ungido presidente do PSDB. Dessa forma, ele teria mais flexibilidade para articular sua pré-campanha presidencial. 

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O governador goiano começa nesta sexta-feira, 10, a rodar o Brasil em sua campanha para conquistar os votos dos delegados tucanos que participarão da convenção. Até sábado, ele vai a Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre.

Um dos estados que receberá maior atenção do governador será São Paulo, que conta com quase 1/3 dos delegados. Ao todo, o colégio eleitoralque escolherá o novo presidente da sigla tem 395 integrantes, 150 delegados eleitos pela base, 180 integrantes do diretório nacional, 12 senadores e 46 deputados federais, além dos 27 diretórios estaduais. 

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