Por 'segurança', Câmara do DF fecha prédio ao público

Justificativa usada é perigo para segurança dos deputados; cerca de mil pessoas protestam em frente ao prédio

Carol Pires, da Agência Estado,

11 de janeiro de 2010 | 11h34

  Clima também é tenso dentro da Casa; jornalistas são impedidos de entrar no corredor das comissões. Foto: Sérgio Dutti/AE

 

BRASÍLIA - O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente (sem partido) - que ficou conhecido pelo vídeo em que coloca nas meias dinheiro supostamente oriundo de propina -, informou nesta segunda-feira, 11, em comunicado, que as dependências do prédio estarão fechadas hoje para o acesso do público. Para impedir as visitações, Prudente alega questões de "segurança". Cerca de mil pessoas protestam em frente à Câmara Legislativa, com carros de som e megafones.  

 

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Os manifestantes estão divididos entre o "Movimento contra a Corrupção", contrários à permanência do governador José Roberto Arruda (sem partido) e do vice Paulo Octavio no governo do Distrito Federal, e, em maioria, o grupo "Fica Arruda". Enquanto os simpatizantes ao governador dançam quadrilha e discursam sobre as obras feitas por Arruda, o outro lado protesta aos gritos de "Arruda na Papuda" e "P.O no xilindró", ao som da música "se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão". Xingamentos de baixo calão não são poupados por ambos os lados.

O clima também é tenso dentro da Câmara, onde jornalistas estão sendo impedidos pela Polícia Legislativa de ter acesso ao corredor das comissões onde, ainda hoje, deve ser eleito o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O colegiado será responsável pela análise da constitucionalidade dos pedidos de impeachment contra o governador José Roberto Arruda e também dos processos disciplinares contra dez deputados distritais envolvidos no suposto esquema de corrupção chamado de "mensalão do DEM".

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