André Dusek/Estadão
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Por religião e privatização, PSC lança candidato

Partido oficializa nome do pastor Everaldo Pereira à disputa pelo Palácio do Planalto; ele tem cerca de 3% nas pesquisas

João Domingos, O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2014 | 20h33

Brasília - O PSC do deputado Marco Feliciano (SP) lançou nesta terça-feira, 8, em Brasília, o também pastor Everaldo Pereira à disputa pelo Palácio do Planalto. O apoio do eleitorado evangélico coloca o religioso, que é vice-presidente do partido, como maior dos "nanicos" na disputa presidencial até agora, com algo em torno de 3% das intenções de voto nas pesquisas.

No seu discurso, o pastor, que integra a Assembleia de Deus, afirmou que o governo da presidente Dilma Rousseff "montou uma máquina para se servir do Estado". "É preciso dizer não ao aparelhamento do Estado e sim ao direito do povo brasileiro pela alternância de poder, um princípio da democracia", disse ainda.

No ataque contra o Planalto, ele afirmou também que o governo usa as estatais para praticar a corrupção. "Tudo que for possível tirar da mão do Estado, da corrupção, para passar para a iniciativa privada (nós faremos). Vamos enxugar esse Estado. Somos privatizantes, tudo o que for possível tirar das mãos do Estado, para passar à sociedade e combater a corrupção, vamos fazer", afirmou o pré-candidato.

Everaldo disse que acredita em milagres, ao comentar suas chances de vencer as eleições de outubro. "Sou um homem de fé, acredito em milagres e creio que Deus está no controle", afirmou no discurso. Ele disse acreditar que vai melhorar sua posição daqui para a frente nas pesquisas de intenção de voto porque fará uma pregação em que o eixo será "a família, o ser humano e a privatização do Estado".

Everaldo disse que o PSC vai se apresentar à população como defensor da iniciativa privada. "Vamos enxugar o Estado brasileiro. Fazer dele um Estado necessário, nem mínimo nem máximo", afirmou.

Outro dos temas que atacou foi o aborto. Ele é igualmente contra o casamento gay e a favor da redução da maioridade penal – tema defendido também pelo pré-candidato tucano à Presidência, senador Aécio Neves.

O PSC tem cerca de 56 segundos de propaganda eleitoral, de acordo com cálculos preliminares do Tribunal Superior Eleitoral, mas Everaldo acha que o pouco tempo de TV não será um obstáculo para levar sua mensagem aos eleitores. Primeiro, porque está percorrendo o Brasil todo, visitando igrejas evangélicas em todos os Estados e na maioria das cidades. Para provar isso, ele cumprimentou os pastores um a um, pelo nome, citando a cidade à qual pertenciam.

Marco Feliciano, que se transformou no principal nome do PSC em 2013 ao comandar a Comissão de Direitos Humanos da Câmara com uma agenda contrária aos homossexuais, só apareceu no final do evento. Não discursou, mas foi aplaudido pelos presentes.

 

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