Por indicação de superintendente, MST invade sede do Incra

Manifestação tem como objetivo agilizar a nomeação e retomar os projetos de reforma agrária no Mato Grosso do Sul

João Naves de Oliveira, de Agência Estado,

22 de agosto de 2011 | 16h16

Quase 200 trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram na manhã desta segunda-feira, 22, a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Campo Grande. Eles estão com colchões, cobertores e agasalhos para permanecerem vários dias no local. A procuradoria do Incra informou que pediu reintegração de posse do prédio e aguarda as providências.

A manifestação é contra a paralisação do processo de assentamento de sem-terra no Estado, que ocorre desde agosto do ano passado quando o superintendente local na época, Waldir Cipriano Rabelo, foi exonerado depois ser preso pela Polícia Federal (PF), por envolvimento em denúncias de irregularidade praticadas contra o órgão. Além de reivindicar a nomeação do novo superintendente, os invasores pedem a retomada do processo de reforma agrária na região.

Em Itaquiraí, extremo sul de Mato Grosso do Sul, sem-terra do MST que habitam o maior acampamento da região saquearam 38 toneladas de pacotes de arroz, feijão, farinha de trigo, além de guloseimas como pipoca, amendoim e bolo.

O ataque aconteceu no início da noite de ontem, quando um caminhão da empresa Zaeli foi parado em uma barreira formada por sem-terra armados com facões e foices. O motorista foi obrigado a levar o veículo até o acampamento, situado na rodovia MS-487, onde vivem 400 famílias de sem-terra do MST. A empresa confirmou o ataque, que é o segundo do gênero neste ano ocorrido no local.

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