Por fornecimento de água, MST ocupa prefeitura de Ribeirão

Cerca de 350 famílias estão na Da Barra e dependem de fornecimento de água para fazer a alimentação

Brás Henrique

11 de setembro de 2007 | 15h20

Cerca de cem integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocuparam, na manhã desta terça-feira, 11, o saguão de entrada da prefeitura de Ribeirão Preto. O grupo, do pré-assentamento Mário Lago, que está na Fazenda da Barra, no município, reivindicava o fornecimento de água e melhorias na estrada de acesso da propriedade, entre outros itens. Após uma reunião com o secretário de Governo, Rogélio Genari, os sem-terra saíram do local, às 12h30, mas podem fazer outros protestos caso os compromissos sejam desrespeitados. Segundo o MST, cerca de 350 famílias estão na Da Barra e dependem de fornecimento de água para fazer a alimentação. Kelli Mafort, da direção estadual do MST, disse que o ideal seria o fornecimento de seis caminhões de água por dia, mas quatro (20 mil litros) já seriam aceitáveis. Porém, apenas dois caminhões, e não com entregas diárias, forneciam a água aos sem-terra. "Há 25 dias vivemos nessa situação", disse ela. Genari justificou que, durante o período de estiagem, a prefeitura enfrenta problemas para fornecer água em vários bairros, não apenas ao MST. Durante a reunião realizada pela manhã, a prefeitura comprometeu-se a entregar quatro caminhões de água por dia e enviar uma máquina para fazer reparos na estrada de acesso à Da Barra ainda ontem (11). Uma técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) também participou da reunião. "Estamos mobilizados, caso não seja cumprido o acordo", avisa Kelli. Outros pontos da reivindicação do MST serão discutidos em outra reunião, em data ainda não marcada. Os sem-terra querem as construções de escolas e postos de saúde, além de, atualmente, melhorias no transporte escolar. Os sem-terra do MST estão acampados na Da Barra desde 2003. Em maio deste ano, a Justiça Federal concedeu ao Incra a imissão na posse da área para a conclusão da reforma agrária da área, de 1.780 hectares. Outros grupos, como o Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) e Índio Galdino também ocupam parte da propriedade.

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