Hilary Swift/The New York Times
Hilary Swift/The New York Times

Por ‘diretas’, PT avalia ‘rifar’ Dilma no processo

Em entrevistas recentes, ela admitiu que tem vontade de se candidatar ao Senado ou a deputada federal em eleições futuras

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2017 | 03h00

O PT avalia que o caminho mais rápido e viável para a saída do presidente Michel Temer e a realização de eleição direta é a cassação da chapa Dilma Rousseff-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao escolher esse caminho, no entanto, o PT rifa as perspectivas políticas da presidente cassada.

Dilma foi alvo de impeachment, mas não teve os direitos políticos cassados. Se for condenada pelo TSE, a petista, que tem 69 anos, vai ficar impedida de disputar eleições nos próximos oito anos. Em entrevistas recentes, ela admitiu que tem vontade de se candidatar ao Senado ou a deputada federal em eleições futuras.

Para o PT, no entanto, as pretensões eleitorais de Dilma estão em segundo plano na escala de prioridades do partido. 

Prioridade. “Temos de pensar no Brasil agora. No povo brasileiro, na classe trabalhadora. Essa é a prioridade”, disse o ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho, presidente eleito do PT de São Paulo e um dos colaboradores mais próximos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

No dia 20, Lula disse que um processo de impeachment contra Temer duraria mais do que os seis meses que o Congresso levou para afastar Dilma, mas não verbalizou qual caminho considera ideal.

Segundo aliados de Dilma, ela tem se mostrado resignada quanto à cassação no TSE e torce para que Temer também seja punido. O principal alvo da ira da petista, hoje, são o publicitário João Santana e a empresária Monica Moura, que fizeram delação à Lava Jato. / R.G.

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