Por CPMF, Guido Mantega desiste de ir à reunião do G-20

Segundo assessores do ministro da Fazenda, sua 'ausência neste momento da negociação não seria prudente'

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

08 de novembro de 2007 | 18h34

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, desistiu de viajar à África do Sul, na próxima semana, para poder participar das negociações pela prorrogação até 2011 da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Mantega iria à Cidade do Cabo para a reunião dos ministros de Finanças do G-20 e de presidentes de bancos centrais de 19 países mais a União Européia (UE). Mantega será o próximo governador do grupo, a partir de 2008, em substituição ao sul-africano Trevor Manuel.   Veja Também:    Entenda como é a cobrança da CPMF  Veja a proposta do governo sobre a CPMF apresentada ao PSDB PSDB encerra negociação e decide votar contra CPMF PSDB recusa proposta do governo de isentar CPMF até R$4.340 Governo atacará no 'varejo' para conseguir votar CPMF PMDB fecha a favor da CPMF; Renan se abstém em decisão Essa será a última reunião do sul-africano no cargo de governador. Apesar da importância do encontro, Mantega preferiu cancelar a viagem por causa da CPMF, segundo assessores. A avaliação foi a de que não seria prudente a sua ausência do Brasil em plena negociação, principalmente depois do recuo do PSDB, que encerrou as negociações com o governo sobre o tributo. O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, participará da reunião na Cidade do Cabo e representará o ministro da Fazenda.   Nesta manhã, em reunião do Conselho Político, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), disse que está "otimista" quanto à aprovação da CPMF no Senado e que o processo de entendimento "está avançando de diversos lados." Ele se declarou seguro em relação à obtenção dos votos necessários em plenário - no mínimo 49 - para aprovar a emenda. "Temos mais de 49 votos no plenário", afirmou, "mas só no momento certo vamos dizer quais são."   O governo precisa no mínimo de 49 votos para aprovar a prorrogação do tributo no Senado.Se o PSDB fechar contra a questão, o governo deixa de contar com os 13 votos dos senadores tucanos.No entanto,  os líderes dos partidos da base aliada avaliaram nesta quinta, em reunião do Conselho Político,  que podem conseguir até três votos da bancada do PSDB para a aprovação da emenda que prorroga a cobrança da CPMF, o que garantiria uma margem folgada na votação.

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