Por CPMF, Congresso pode ser convocado no Natal

Líder do governo admite que Congresso pode ser autoconvocado; oposição tentará 'esticar' votação para 2008

CIDA FONTES, Agencia Estado

21 de novembro de 2007 | 14h04

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), admitiu nesta quarta-feira, 21, que o Congresso será autoconvocado no período de 22 a 31 de dezembro para possibilitar a votação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e do Orçamento de 2008. A expectativa de Jucá é votar a CPMF em primeiro turno entre os dias 12 e 14 de dezembro e, 15 dias depois, o segundo turno. Por sua vez, senadores da oposição vão tentar esticar ao máximo a votação e, inclusive, levá-la para 2008.       Veja também:  Entenda a cobrança do imposto do cheque  Se isso acontecer, o governo terá perdas financeiras, pois não contaria com a arrecadação do chamado imposto do cheque já estimado no Orçamento do ano que vem. Apesar da desarticulação da base do governo, Jucá mostra-se otimista. Ele acha que hoje os governistas estarão em plenário para desobstruir a pauta e começar a contar prazo de cinco sessões destinado à discussão da emenda da CPMF. A proposta foi aprovada há nove dias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e não pode entrar em discussão porque a pauta do Senado está trancada por medidas provisórias (MP). A queda-de-braço entre governo e oposição deve ser mantida no plenário. O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou  que a oposição deve esticar ao máximo a sessão com discursos e questão de ordem.   'Preocupação'   O ministro da Fazenda, Guido Mantega, manifestou preocupação com a demora na aprovação da emenda constitucional que prorroga a CPMF até 2011."A CPMF está demorando. Evidentemente isto me preocupa. A não aprovação teria sérias conseqüências para o País", advertiu.   O ministro afirmou que não conta com a possibilidade de não aprovação da contribuição. Ele voltou a relacionar argumentos para mostrar a necessidade de manutenção da CPMF. "Não ter R$ 40 bilhões de arrecadação é um sinal muito ruim para o mercado, para o exterior. Hoje o Brasil goza de um conceito elevadíssimo lá fora e isto poderia arranhar o nosso conceito. Nós vamos ter que explicar como cobrir essa frustração de arrecadação que viria sem a CPMF ", disse.

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