Por Belo Monte, Altamira diz ?não? aos separatistas

A cidade de Altamira, onde está sendo construída a usina hidrelétrica de Belo Monte, foi exceção no plebiscito de anteontem no Pará, marcado pela polarização entre as regiões que defendiam a divisão do Estado, no sul e no oeste, e a capital e arredores, onde a maioria dos eleitores votou pela manutenção do atual território.

AE, Agência Estado

13 de dezembro de 2011 | 09h03

Apesar de estar incluída no território de Tapajós, Estado que seria criado na região oeste caso os separatistas tivessem vencido, Altamira votou majoritariamente contra a divisão. O placar foi de 64,5% pelo "não" a Tapajós e 35,5% pelo "sim", votação até "equilibrada", já que, na maioria das cidades, o lado vitorioso ficou com mais de 90% dos eleitores.

Houve até um virtual consenso em Santarém, que pretendia ser a capital de Tapajós. Lá, a proposta de divisão conquistou nada menos que 98,6% dos votos válidos. O título de cidade mais separatista do Pará, no entanto, coube a Piçarras, onde a causa teve que 99,5% dos votos.

Os líderes da frente pró-Tapajós já temiam a derrota em Altamira. Alguns consideram que um dos erros estratégicos dos separatistas foi a inclusão da sede de Belo Monte na área que postulava a separação. "Se Altamira tivesse ficado no mapa do Pará, não haveria, para o pessoal de Belém, o impacto psicológico de uma perda tão grande de território", disse a prefeita de Santarém, Maria do Carmo (PT), que ontem decretou luto oficial por causa do resultado do plebiscito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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