Popularizar campanha é o próximo passo, diz FHC

Um das figuras centrais do convenção nacional do PSDB que oficializou a candidatura presidencial de Aécio Neves, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso considera que o próximo passo da campanha será o de "popularizar" o tucano entre os eleitores.

ERICH DECAT E ELIZABETH LOPES, Agência Estado

14 Junho 2014 | 17h25

A avaliação de FHC ocorreu em conversa com o Broadcast Político logo após a convenção, realizada em São Paulo, neste sábado. Um dos focos do evento foi a tentativa de demonstrar união dos integrantes do PSDB paulista em torno da candidatura de Aécio.

"O próximo passo é caminhar junto com o povo, o tempo todo. É popularizar mais a campanha", afirmou o ex-presidente. O tucano também falou sobre a decisão da coordenação de comunicação de campanha de explorar o mote da "mudança". "A gente está sentido que o povo quer coisa diferente, quer pôr fim a todo esses desmazelos, à falta de atenção. O Aécio representa isso, pois é uma pessoa querida, empenhada, democrática, que tem energia para levar o Brasil para o futuro", ressaltou.

Após o evento, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-governador José Serra também falaram ao Broadcast Político sobre a participação deles na campanha presidencial do mineiro.

"Vamos trabalhar bastante, o Aécio tem uma boa receptividade em São Paulo. Além disso, acho que campanha é esperança de melhorar o Brasil. O País tem perdido oportunidades, não fez as reformas, ficou caro, com a economia estagnada", disse Alckmin. "É preciso criar uma agenda positiva para o desenvolvimento e avanço da qualidade de vida da população", acrescentou.

Adversário de Aécio dentro do PSDB pela indicação do partido para a disputa presidencial, José Serra disse que participará "no que for necessário" na campanha. "Vou estar na campanha, em São Paulo, ajudando a nacional o tempo todo. No que for necessário, estarei inteiramente disponível para isso".

A aproximação de Aécio com as principais figuras de São Paulo é considerada um das principais "vitórias" por integrantes da cúpula do PSDB de Minas Gerais. Isso se deve ao fato de que, nas eleições de 2010, quando o candidato do PSDB à Presidência foi José Serra, ele perdeu para Dilma Rousseff em Minas Gerais, reduto eleitoral de Aécio e segundo maior colégio eleitoral do país. Na ocasião, chegou a ser criado informalmente o movimento "Dilmasia" composto pela campanha de Dilma e o então candidato ao governo de Minas, Antônio Anastasia (PSDB), que hoje ocupa a coordenação de campanha de Aécio.

"Alcançamos todos os objetivos que foram fixados na pré-campanha. O primeiro deles era unificar o partido. Uma forte inserção em São Paulo é um trabalho que vinha sendo capitaneado", afirmou o presidente estadual de Minas Gerais, deputado Marcus Pestana.

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