População idosa cresce e maioria sofre de doenças crônicas, diz IBGE

Síntese de Indicadores Sociais divulgada nesta sexta mostra que brasileiro vive 3 anos a mais

BBC Brasil, BBC

17 de setembro de 2010 | 14h54

Dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira apontam que a proporção de idosos na população brasileira registrou um aumento na última década, passando de 9,1% do total em 1999 para 11,3% em 2009.

 

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De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) - que analisa as condições de vida no país com base em diversos estudos - cerca de 21 milhões de brasileiros têm 60 anos de idade ou mais.

Segundo a pesquisa, embora 48,9% dos idosos sofra de mais de uma doença crônica, 32,5% deles não têm cadastro no Programa de Saúde da Família - projeto do governo federal de acompanhamento médico - nem plano de saúde particular.

Segundo analistas do instituto, isso significa que uma parcela da população mais velha não tem a possibilidade de fazer exames preventivos periódicos.

A hipertensão, que pode causar infartos fulminantes e acidentes vasculares, atinge 50% dos idosos.

De acordo com a pesquisa, homens e mulheres vivem cerca de três anos a mais do que em 1999. A esperança média de vida no Brasil é de 73,1 anos. Mulheres vivem em média 77 anos, oito a mais do que os homens.

Desigualdade

A análise de indicadores sociais também mostra que as mulheres ainda têm rendimento menor do que os homens, mesmo com mais anos de estudo. Elas recebem cerca de 70,7% do que eles, em média.

Entre a população mais escolarizada, a diferença é ainda maior. Mulheres com 12 anos ou mais de estudo recebem somente 58% da quantia ganha pelos homens com o mesmo nível de instrução.

O número de horas de trabalho também é menor para as mulheres. Elas trabalham em média 36,5 horas semanais, contra 43,9 dos homens.

No entanto, as mulheres gastam 22 horas semanais com tarefas domésticas. Os homens, 9,5 horas. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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