População de Alcântara soube do acidente pela televisão

Nenhum dos mais de 13 mil moradores de Alcântara sabia exatamente o que ocorrera no Centro de Lançamento da cidade, apesar de a explosão, que causou 21 mortes, ter acontecido a menos de 10 quilômetros do centro do município. A falta de acesso a qualquer dependência da base da Aeronáutica fez com que a população local só soubesse do acidente com o foguete pela televisão. "Só vi uma fumaça. Nenhum barulho e o movimento dos militares ficou restrito à base", afirma um morador, que teme identificar-se.A presença de jornalistas e curiosos fez Alcântara viver ontem um dia atípico: o movimento aumentou e o comércio elevou os preços. Em São Luís, apesar do mar agitado, cresceu a busca pelos barcos de aluguel que fazem a ligação com Alcântara.No Instituto Médico Legal (IML) em São Luís, apenas dois corpos tinham dado entrada. Um deles já foi liberado, mas o nome só será divulgado no final da tarde, durante uma entrevista do ministro da Defesa, José Viegas Filho, que chegou no início da tarde a Alcântara. O outro cadáver será identificado pela arcada dentária, já que está carbonizado. O movimento no local é intenso.O movimento também foi intenso dentro da base de Alcântara, mas apenas de carros da Aeronáutica. Além de proibir qualquer militar de falar, a Aeronáutica também proibiu qualquer pessoa de fotografar a entrada do local, onde foi reforçada a segurança. Os soldados proibiram ainda o trânsito de pessoas nas proximidades e o espaço aéreo de Alcântara foi fechado. Somente aviões e helicópteros oficiais têm permissão para voar.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.