População aprova Lula, mas vê pioras em indicadores sociais

A pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje mostra uma forte contradição entre o aumento da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma piora na avaliação da população em relação a uma série de indicadores sócio-econômicos. Ao mesmo tempo em que aprova o presidente, a sua equipe e dá mais tempo para o que governo realize mudanças, a população avalia que as condições de emprego, renda, educação, saúde, pobreza e violência pioraram no País nos últimos seis meses. Também aumentou a percepção de que a inflação já voltou e caiu o apoio à política econômica do governo. Para o presidente da CNT, Clésio Andrade, a aparente contradição mostra confiança que a população tem na figura do presidente Lula. "Aumentou a esperança", avaliou ele. Segundo ele, apesar das pessoas acharem que a situação piorou, a população acredita que o governo está no rumo certo. "A avaliação das pessoas é que, se não der certo (o governo), é porque não deixaram o Lula fazer. O grau de confiança nele é muito forte", comentou o presidente da CNT. Pelos dados da pesquisa, que entrevistou 2 mil pessoas em todas as cinco regiões do País, a avaliação de que piorou o serviço de saúde subiu de 34,2% em abril para 39,2% dos entrevistados em maio. Também aumentou de 22,6% para 25,3% a avaliação de que piorou a educação. Para 63,7% dos entrevistados, a pobreza no País aumentou nos últimos seis meses. Na pesquisa anterior de abril, 61,5% achavam que a pobreza tinha aumentado. A violência também piorou para 85,4% dos entrevistados. Outro dado importante revelado pela pesquisa de maio foi o aumento da percepção de que o emprego diminuiu nos últimos seis meses. Em abril, 57,3% achavam o emprego diminuiu, porcentual que subiu para 64% em maio. Mesmo acreditando que muitos indicadores sócio-econômicos pioraram, 60,7% dos entrevistados consideraram que área social do governo Lula está no rumo certo, enquanto 22,1% acreditam que está sendo conduzida de forma inadequada. Na contramão dessa direção, está a avaliação positiva de que a política econômica está sendo conduzida de forma adequada, que caiu de 60,9% para 57,6%.

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