Dida Sampaio/ Estadão
Dida Sampaio/ Estadão

Políticos repercutem condenação de Lula nas redes

Petistas criticam decisão de Sérgio Moro e afirmam que sentença foi dada 'sem provas'; já políticos de oposição ao ex-presidente comemoram: 'Justiça está sendo feita', disse Caiado

Elisa Clavery, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2017 | 16h37

Após a condenação nesta quarta-feira, 12, do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex, petistas e políticos de outros partidos usaram as redes sociais para repercutir a decisão dada pelo juiz Sérgio Moro. Lula já está entre os assuntos mais comentados no Twitter. 

Usando a hashtag #LulaInocente, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) escreveu que é um "escândalo" a condenação de uma "liderança internacional como Lula" sem provas.

Já o também petista deputado Paulo Teixeira (SP) falou em "tribunal das convicções" ao argumentar que a sentença contra o ex-presidente não tem provas. "Uma condenação sem provas, como a de Lula, exige um novo tribunal: o Tribunal das Convicções", escreveu. Ele disse, ainda, que "Moro entra para a história" por ter sido "o primeiro juiz brasileiro a condenar um ex-presidente sem provas". 

O deputado federal e presidente do PCdoB Orlando Silva escreveu que "Lula é vítima de perseguição política por um juiz parcial e sem compromisso algum com as provas". Ainda segundo o parlamentar "não há crime" e a condenação seria uma tentativa de tirar o petista das eleições em 2018. 

Sem falar nada a respeito, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho usou seu Facebook para dar a notícia: "Lula condenado por Moro", escreveu, apenas. 

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) comemorou a decisão de Moro. "Agora só falta ir preso mesmo", escreveu em seu Facebook. "Lula foi condenado mas não está inelegível. Para tanto é preciso condenação por um colegiado, ou seja, mais de um juiz/desembargador/min", continuou. 

Já o presidente do PPS e deputado federal Roberto Freire, que até maio era também ministor do governo de Michel Temer, falou que "políticos lulopetistas" dizem que Lula foi condenado sem provas, e disse que ficaria surpreso se "reconhecessem que a Justiça foi feita". 

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) escreveu em seu Twitter que a "Justiça está sendo feita" e chamou o ex-presidente de "criminoso".

Do PMDB, mas da ala que faz oposição ao governo, o senador Roberto Requião também criticou a sentença feita por Moro. "Lula condenado, Aécio liberado,Temer protegido, soberania fulminada,trabalhador escravizado,mercado triunfante, até que o Brasil se levante", escreveu em seu Twitter. 

A postagem de Requião chegou a ser compartilhada pela presidente do PT, a senador Gleisi Hoffman. A parlamentar também criticou o juiz federal e disse que "Sérgio Moro prestou contas aos meios de comunicação e a a opinião pública que formou contra Lula". 

Wadug Damous, que participa da sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que debate a denúncia contra Temer, chamou Moro de "justiceiro". "Essa sentença é uma peça jurídica imprestável. Moro como sempre age antenado c/ o q está acontecendo no momento da política", escreveu o parlamentar.

Assim que saiu a notícia sobre a sentença de Moro, os parlamentares chegaram a deixar de lado por alguns momentos a denúncia contra Temer e comentaram a condenação do ex-presidente. 

"Não encontraram uma única prova que mostrasse que Lula era dono daquel triplex no Guarujá. Nem que tinha nenhum uso daquele triplex. Mesmo assim, o juiz Sérgio Moro condenou o presidente Lula", disse o líder do PT na Casa, Carlos Zarattini (SP), em seus 15 minutos de fala. 

Já Wladimir Costa (SD-PA) comemorou a sentença e disse que "finalmente vai ter suas madeixas cortadas", diz. "O líder de vocês é um elemento condenado. Além de condenado, Lula está inelegível por 8 anos. Chora, oposição!", provocou o parlamentar. 

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