Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Políticos que cometem crime de responsabilidade fiscal devem responder por isso', diz ex-ministro

Eliseu Padilha defendeu a punição em sessão da Assembleia Legislativa do Maranhão, mas não quis dizer se era um recado a Dilma, alvo de pedido de impeachment na Câmara

Diego Emir, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2015 | 20h38

BRASÍLIA - O ex-ministro da Aviação Civil Eliseu Padilha afirmou, nesta quarta-feira, 9, que “políticos que cometem crime de responsabilidade fiscal devem responder por isso e pagar”. O peemedebista ligado ao vice-presidente Michel Temer falou durante sessão solene da Assembleia Legislativa do Maranhão ao explanar sobre funções da Fundação Ulysses Guimarães, que ele preside.

Questionado se a sua fala teria sido um recado à presidente Dilma Rousseff, o ex-ministro disse que “quem vai dizer se as contas da presidente têm ou não defecções será o Legislativo”. Para ele, apesar de a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitar as contas de 2014 do governo, a decisão final é de deputados e senadores. “Quem tem competência para julgar as contas da Dilma é a Comissão de Orçamento, o TCU é apenas um órgão auxiliar”, disse. O relatório da corte é usado como base do pedido de impeachment da presidente aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Questionado sobre articulações do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), contra o impeachment de Dilma, Padilha argumentou que o respeita, mas lembrou que o processo de cassação é “em tese fundamentado em dois pilares: jurídico e político. Às vezes o político tem mais força que o jurídico”, afirmou. Dino tem tentado reunir apoio de outros governadores em defesa da presidente.

O ex-ministro também lembrou que não houve unanimidade nos diretórios estaduais do PMDB quanto à reedição da aliança do partido com o PT nas eleições de 2014, sugerindo que dirigentes desses Estados deverão se posicionar a favor do impeachment de Dilma. “Eu sou do PMDB do Rio Grande do Sul e lá nós fomos contra a aliança com o PT em 2014. O PMDB de Santa Catarina é contra aliança. O PMDB da Bahia é contra aliança. Nós temos vários parlamentares que são contrários à aliança com o PMDB, logo chegará o momento de nossos parlamentares se posicionarem. A minha nova missão no PMDB é buscar a unidade e apenas uma posição”, disse. Segundo ele, a direção do partido vai iniciar uma consulta às bancadas na Câmara e no Senado e aos 27 diretórios regionais sobre o pedido de afastamento da presidente em tramitação na Câmara.

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