Reuters/ Adriano Machado
Reuters/ Adriano Machado

Políticos da oposição reagem a acidente de Ribeiro com arma: 'Representa este desgoverno'

Nomes como Ciro Gomes (PDT) e Marcelo Freixo (PSB) criticaram o disparo acidental do ex-ministro da Educação no aeroporto de Brasília, que deixou uma funcionária ferida

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2022 | 16h25
Atualizado 27 de abril de 2022 | 11h15

Políticos usaram as redes sociais nesta terça-feira, 26, para criticar o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, que disparou acidentalmente uma arma de fogo no Aeroporto Internacional de Brasília, e ligar o incidente à gestão do presidente Jair Bolsonaro.

“Milton Ribeiro é ex-ministro da Educação e pastor. Anda armado. Sua arma disparou acidentalmente num aeroporto e feriu uma funcionária da companhia aérea. Poderia, inclusive, ter matado alguém. Esta situação absurda, irresponsável e perigosa representa muito bem este desgoverno”, disse o deputado federal Odair Cunha (PT-MG), em publicação no Twitter.

"O incidente com arma de fogo envolvendo o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, é uma síntese perfeita de tudo de mais cruel que envolve o trágico governo Bolsonaro”, escreveu o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT).

Para o pré-candidato do PSB ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSB), o incidente reflete a política armamentista do governo. "O acidente com arma de fogo envolvendo o ex-ministro Milton Ribeiro é o retrato da irresponsabilidade da política armamentista de Jair Bolsonaro. Pessoas sem preparo adequado estão se armando e colocando a vida de inocentes em risco”, afirmou. 

O ex-ministro da Educação e pré-candidato ao governo paulista Abraham Weintraub (Brasil 35) também ironizou seu substituto no comando da pasta e citou casos de corrupção no Ministério da Educação (MEC) revelados pelo Estadão.

"Devia utilizar as novas Bíblias compradas pelo esquema pastores/MEC", escreveu Weintraub. Na publicação, Weintraub anexou a imagem de um Bíblia com uma arma escondida em seu interior. Como mostrou o Estadão, exemplares de uma edição da Bíblia com fotografias do então ministro da Educação e dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura foram distribuídos em evento organizado pelo MEC.

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB) chamou de "tiro no pé" o disparo acidental do ex-ministro. Já o deputado federal Alessandro Molon (PSB) chamou a situação de "a cara do governo Bolsonaro". 

Uma funcionária da Gol Linhas Aéreas foi atingida por estilhaços e teve ferimentos leves após o disparo acidental de Ribeiro. O ex-titular do MEC foi levado à Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal para prestar depoimento sobre o ocorrido.

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