Taba Benedicto/Estadão - 19/06/2021
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Políticos lamentam marca de 500 mil mortes pela covid-19 e responsabilizam Bolsonaro

Lula (PT), Rodrigo Maia (Sem partido), Flávio Dino (Sem partido), Rogério Carvalho (PT) e Simone Tebet (MDB) prestam solidariedade às famílias das vítimas e citam tragédia

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2021 | 18h14

A marca fúnebre de meio milhão de mortos por covid-19 no Brasil foi comentada por diversos políticos em manifestações publicadas nas redes sociais neste sábado, 19. Em geral, as declarações lamentam as mortes e responsabilizam o governo Jair Bolsonaro pela marca trágica alcançada até as 14h deste sábado:  500.022 óbitos.

Provável adversário de Bolsonaro nas urnas em 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou a palavra "genocídio" e ressaltou que o País já foi referência mundial em vacinação. Ao todo, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa, cerca de 12% da população apenas recebeu as duas doses contra o novo coronavírus. 

O governador do Maranhão, Flávio Dino (Sem partido), tuitou que decretou luto oficial de três dias no Estado em face da enorme tragédia representada por 500.000 mortes por coronavírus no Brasil. "Todas as vidas são sagradas e o mal não pode ser banalizado. Minha solidariedade às famílias brasileiras", escreveu.

O ex-presidente da Câmara e deputado federal Rodrigo Maia (RJ) destacou que o Brasil acumulou 100 mil novas mortes por covid-19 em 50 dias e criticou o obscurantismo do governo federal. "O Brasil atinge a trágica marca de 500 mil mortes. Um número que poderia ser bem menor se o presidente Bolsonaro tivesse defendido a vacina e não o obscurantismo desde o início".

O Democratas, ex-partido de Maia, classificou a marca como "absurda". "Chegamos hoje à absurda marca de MEIO MILHÃO de vidas perdidas pela covid-19. Não podemos tratar com naturalidade esse número. Muitas mortes poderiam ter sido evitadas com a aceleração da vacinação em todo Brasil. Cada vida importa! Nossos sentimentos aos familiares das vítimas".

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é vice-presidente da CPI da Covid, também se manifestou. Ele publicou um vídeo com uma ilustração dos 500 mil mortos e a legenda: "Não são só números. Perdemos meio milhão de vidas para a covid-19".

Em um tuíte, o senador Rogério Carvalho (PT-SE), que tem marcado presença na CPI, questionou: "Se isso não é um genocídio, o que mais seria?". Ele defende que, "não fosse a condução criminosa de Bolsonaro na pandemia", "3 em cada 4 brasileiros poderiam estar vivos". "Ou seja, 339 mil vidas dessas 500 mil seriam salvas."

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) escreveu pedindo vacinas: "milhões de brasileiros choram a perda de seus avós, pais, filhos para a covid-19. Nosso mais profundo pesar às famílias enlutadas". E acrescentou: "Que nosso respeito se dê com atitudes conscientes, vacinação e cuidados sanitários".

Já o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernando Pigatto, publicou um vídeo onde responsabiliza o governo  Bolsonaro pelas mortes. "Chegamos a mais uma triste marca de vidas perdidas. Culpa de um governo genocida", afirmou Pigatto.

 

Manifestações

Assim como ocorreu no último dia 29 de maio, muitos parlamentes de oposição participaram das manifestações contra o governo Bolsonaro realizadas em quase todos os Estados neste sábado. O senador Paulo Rocha (PT-PA), líder do partido no Senado, participa das manifestações em Belém. O petista, que já tomou as duas doses da vacina contra a covid, mostrou sua presença (de máscara) em uma rede social.

O deputado federal Pedro Ucazai (PT-SC) participou da manifestação em Brasília e também registrou em suas redes sociais, assim como o vereador Chico Alencar (PSOL-RJ), ex-deputado federal, que foi ao ato no Rio. "Nosso mandato está presente. Já chegamos ao ato #19ForaBolsonaro, com máscaras PFF2, álcool e muita disposição pra luta. Milhares nas ruas clamando pelo #ForaBolsonaro", escreveu em sua rede social. 

Já o senador Humberto Costa (PT-PE) registrou as manifestações, mas, como integrante da CPI da Covid, o senador decidiu não comparecer presencialmente aos atos. Ele pontuou que o PT, no entanto, está apoiando os protestos. "Dirigentes estão indo participar", disse ao Estadão/Broadcast. 

Questionado sobre o fato de a oposição estar dividida sobre comparecer às manifestações, em razão da pandemia, Costa classificou o receio como natural. "Estamos na iminência de uma terceira onda. Agora, ninguém pode impedir os movimentos sociais e as pessoas de se manifestarem. A situação está crítica por conta desse governo", afirmou o senador.

 

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