Ed Ferreira/AE - 08.08.2012
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Políticos do PP e ex-diretor do BB apresentam defesa ao STF

Deputados Pedro Corrêa e Pedro Henry estão entre os cinco réus do mensalão que serão ouvidos no sexto dia de julgamento; sessão será transmitida a partir das 14h

O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2012 | 08h26

Dois políticos do PP e um ex-diretor do Banco do Brasil estão entre os cinco réus do mensalão que terão a defesa apresentada aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, 9. A sessão do sexto dia de julgamento começa às 14h e será transmitida ao vivo pela TV Estadão.

 

Ex-presidente do PP e deputado federal cassado em razão do escândalo do mensalão, Pedro Corrêa (PE) teria participado da negociação de captação de R$ 3 milhões. Para a procuradoria, ele também ajudou a montar o esquema para uso da corretora Bônus Banval na distribuição do dinheiro. Sua defesa nega a distribuição de dinheiro aos deputados para votar a favor do governo.

 

O outro político ligado ao PP é Pedro Henry (MT), ex-líder do partido na Câmara, na época, e atual deputado federal. Também teria negociado a captação de R$ 3 milhões do valerioduto e ajudado a montar esquema para uso da corretora. Segundo seu advogado, Pedro Henry nega ter conhecimento dos valores captados pelo PP.

 

Essa negociação teria envolvido ainda outro réu que será ouvido nesta quinta, João Cláudio Genu, ex-assessor do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), que morreu em 2010. De acordo com a procuradoria, Genu sacou R$ 1 milhão do valerioduto para o PP. Ele afirma não saber origem ou destino do dinheiro.

 

Da corretora mencionada será ouvida a defesa do ex-sócio Enivaldo Quadrado, que teria captado R$ 11 milhões do valerioduto para repassar o dinheiro a pessoas ligadas ao PP. De acordo com seu advogado, Enivaldo Quadrado nega que soubesse da origem ilícita do valerioduto e também desconhecia o destino do dinheiro.

 

Banco do Brasil. O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato teria recebido R$ 336 mil do valerioduto, esquema de distribuição de dinheiro organizado pelo empresário Marcos Valério. Segundo a Procuradoria, Pizzolato autorizou um adiantamento de R$ 73 milhões da Visanet (fundo privado do qual o Banco do Brasil) para a DNA, agência de publicidade de Marcos Valério que tinha contrato de publicidade com a instituição. A defesa nega que Pizzolato tenha participado da negociação entre a Visanet e a agência.

 

Transmissão. Além de assistir pela página da TV Estadão, o internauta pode conferir informações também pelo perfil do Twitter (@EstadaoPolitica) e do Facebook (facebook.com/politicaestadao). O portal conta com o apoio de especialistas da escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Direito GV, que durante as sessões vão explicar a linguagem e argumentação jurídica usada pelos ministros e advogados durante as sessões.

 

 

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