Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Políticos comparecem a velório de Paulo Brossard no RS

Corpo do ex-ministro da Justiça e ex-presidente do Supremo foi velado no Palácio Piratini, sede do governo estadual

Lucas Azevedo, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

12 Abril 2015 | 19h43

Porto Alegre - O ministro aposentado e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Paulo Brossard morreu na manhã deste domingo, 12, em casa, em Porto Alegre. Aos 90 anos, o ex-senador e deputado gaúcho enfrentava problemas de saúde que se agravaram em fevereiro. Em outubro de 2014, Brossard sofreu uma queda, o que o fragilizou.

O velório de Brossard ocorreu no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, e contou com algumas presenças políticas, como o ex-senador gaúcho Pedro Simon. À tarde, a presidente Dilma Rousseff divulgou uma nota lamentando a morte do jurista: "É com tristeza que recebo a notícia da morte do jurista Paulo Brossard, homem de fortes convicções democráticas, que se tornou uma referência política na luta contra a ditadura. O País perde um grande brasileiro. Quero prestar minhas homenagens e apresentar meus sentimentos à dona Lúcia Brossard, aos filhos, amigos e familiares".

Ainda pela manhã, o governador do RS, José Ivo Sartori, decretou três dias de luto no Estado. "Lamento profundamente a morte de Paulo Brossard, um dos maiores juristas do Brasil. Perdemos um grande homem, um professor, um ferrenho opositor da ditadura militar, um político que fez história", afirmou Sartori pelas redes sociais.

Paulo Brossard de Souza Pinto nasceu em 23 de outubro de 1924, em Bagé, no interior do RS. Em 1947, se formou em Direito, em Porto Alegre. Em 1954, foi eleito deputado estadual pelo PL (Partido Libertador), reeleito outras duas vezes. Foi também Secretário do Interior e Justiça do RS em 1964.

Em 1966, foi eleito deputado federal pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Em 1974, foi eleito senador pelo RS. Quatro anos depois, foi candidato pelo partido a vice-presidente da República na chapa de Euler Bentes.

Em 1985, foi indicado pelo então presidente José Sarney ao cargo de Consultor-Geral da República. Posteriormente, foi nomeado Ministro da Justiça. Em 1989, foi nomeado Ministro do Supremo, e em 1992, assumiu a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), se aposentando em 1994.

Brossard era casado com Lúcia Alves Brossard de Souza Pinto e deixa três filhos: Magda Brossard Iolovitch, Rita Brossard de Souza Pinto e Francisco Brossard de Souza Pinto.


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