Políticos baianos trocam insultos na Câmara

Partidários e adversários do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) na política baiana trocaram insultos no plenário da Câmara, em uma ríspida discussão. O conflito ocorreu durante o período dedicado às "Breves Comunicações Parlamentares", conhecido como "Pinga Fogo" ou "Pequeno Expediente" da Casa. Os deputados que fazem oposição a Magalhães na Bahia criticaram a ação da Polícia Militar contra os estudantes que têm feito manifestações em Salvador (BA), pedindo a cassação do senador baiano. Já o deputado José Rocha defendeu Magalhães aos gritos, dizendo que os que pedem sua cassação hoje são os mesmos que foram derrotados em eleições passadas na Bahia e que, há poucos meses, fizeram elogios à atuação dele como presidente do Congresso. O deputado Waldir Pires (PT-BA) respondeu com discurso exaltado, dizendo que não se deixaria calar pelas mesmas pessoas que o impediram de se eleger senador em 1994. "Não queriam que eu estivesse lá (no Senado) para interpelar o coronel que os dirige", afirmou Pires, que em 1994 perdeu para Waldeck Ornélas (PFL-BA) a segunda vaga de senador pela Bahia, numa eleição denunciada como irregular. No seu discurso, Pires afirmou que se considera "eleito senador, não empossado porque a eleição foi fraudada, e o Poder Judiciário da Bahia sequer julgou o mérito da ação para recontagem nas urnas, nas quais, surpreendentemente, Ornélas teve mais votos que o próprio Magalhães".

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