Polícias fazem operação para caçar pistoleiros em Felisburgo

As polícias civil e militar de Minas Gerais deflagraram uma grande operação para fechar todas as saídas da região onde fica o pequeno município de Felisburgo, no Vale do Jequitinhonha, para caçar os 12 a 15 pistoleiros que invadiram, no final da manhã de sábado, o acampamento Terra Prometida e fuzilaram 5 sem-terra, além de ferir vários outros. No início da tarde os 240 sem-terra que haviam sido removidos para o ginásio poliesportivo de Felisburgo foram transportados em ônibus escolares de volta ao acampamento, onde terão proteção policial continuada.O delegado Wagner Pinto de Souza, um especialista em homicídios, enviado pela Secretaria de Segurança mineira para comandar as investigações, determinou que os três suspeitos já detidos sejam transferidos, ainda hoje, para Belo Horizonte. A polícia procura os pistoleiros que foram autores diretos dos assassinatos, mais o fazendeiro Adriano Chafik, proprietário da fazenda Nova Alegria, tido como mandante do crime, e um primo do fazendeiro, de nome Calisto, suspeito de intermediar a contratação dos pistoleiros, informou hoje a delegada Maria Aparecida Martins, de Jequitinhonha.A polícia tem informações de que o fazendeiro Adriano Chafik tem outra fazenda em Itajuípe, na Bahia, onde fica a maior parte do tempo, mas reside em Salvador, onde fica toda a sua família. Informantes disseram à polícia mineira que uma parte da fazenda Nova Alegria é documentada, mas uma parcela ocupou terras devolutas. Foi exatamente essa parcela de terras devolutas que está invadida há dois anos, onde os sem-terra instalaram o acampamento Terra Prometida. A ação da polícia está sendo dificultada pelas chuvas intensas que caem sobre a região.

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