Policial admite ter intermediado acerto com espiões

Mais novo personagem da suposta espionagem contra deputados de oposição ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), o policial Silveira Alves de Moura, 42 anos, admitiu ontem ter intermediado a contratação dos dois agentes da Polícia Civil de Goiás suspeitos de fazer a arapongagem.

RODRIGO RANGEL, Agencia Estado

10 de fevereiro de 2010 | 00h29

Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás, Silveira afirma que foi procurado em janeiro por Francisco do Nascimento Monteiro, ex-assessor especial do governo de Arruda, para que indicasse os agentes. Na ocasião, diz ele, Monteiro afirmou que o serviço seria para o governo do DF.

Silveira prestou depoimento ontem, por mais de quatro horas, na Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil de Brasília, que investiga o caso. Ao Jornal O Estado de S.Paulo, contou que, nos primeiros contatos, Francisco Monteiro lhe disse que precisava de policiais que pudessem analisar os vídeos que deram origem ao escândalo de corrupção na administração Arruda. Estava interessado em identificar eventuais indícios de montagem. "Ele dizia que era um serviço para o governo do Distrito Federal, que estaria preocupado e precisava saber se havia algum problema naquelas imagens", conta.

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