Policiais vão recorrer ao STF contra governo

Entidades policiais de todo o País se reuniram hoje em Porto Alegre para discutir a crise da segurança pública, e seus líderes prometem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar as medidas anunciadas pelo governo federal. "A princípio, é tudo inconstitucional e temos como derrubar tranqüilamente no Supremo", afirmou o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Leonel Lucas. Ele e mais 200 policiais civis, militares e federais, além de agentes penitenciários, passaram o dia discutindo a situação da categorias, as greves nos Estados e as propostas do presidente Fernando Henrique Cardoso para coibir as paralisações."O presidente acaba de criar uma crise com essas medidas. Não se governa por decreto nem com fuzil", afirmou o sargento Isidoro Santana Júnior, um dos líderes do movimento grevista da Bahia. Ele ficou 17 dias preso e chegou a ser internado na UTI por quatro dias por causa dos efeitos colaterais de produtos químicos que estavam depositados no local da prisão, no quartel do Corpo de Bombeiros de Salvador. "Fui preso, torturado e tentaram me internar em hospital de maluco, mas não conseguiram."Os policiais militares farão uma mobilização no próximo dia 15, em Brasília, e querem ser recebidos pelo presidente da República para tratar de suas reivindicações, como o piso nacional para a categoria. "O governador Cesar Borges preferiu o caos. Como o presidente deve ser mais equilibrado, queremos uma audiência para conversar com a gente", afirmou o sargento Isidoro.

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