Policiais gaúchos ameaçam parar

Um grupo de entidades da área de segurança pública do Rio Grande do Sul está ameaçando parar se o governador Olívio Dutra (PT) não estender aos policiais civis e militares, além dos agentes penitenciários, a proposta de 25% de reajuste oferecida ao magistério e ao quadro geral de servidores.O presidente da Federação das Entidades de Classes da Segurança Pública (Fecasp), Aldoir Prates, pretende aproveitar um ato amanhã no qual o governador estará para pedir uma audiência e tratar da reivindicação. Olívio Dutra vai fazer uma cerimônia especial para sancionar dois projetos que atendem reivindicações históricas do pessoal da segurança pública. Um deles regulamenta o pagamento de horas extras e o outro amplia a gratificação por risco de vida da categoria para 222%.Atualmente apenas os delegados, comissários e altos oficiais da Brigada Militar têm direito a uma gratificação de 222%, incorporada aos salários em 1992. Todo o baixo e médio escalões da segurança pública recebem percentuais menores de risco de vida - entre 150% e 170%. A lei que será sancionada amanhã deverá garantir um aumento de salários de 62% em média até junho de 2003. A integralização desse percentual será parcelada em cinco semestres, começando por junho de 2001, retroativamente, e deverá custar R$ 143 milhões por ano ao governo do Estado.ImpossívelO secretário estadual da Administração, Marco Maia, alega que esse gasto do Estado exclui qualquer possibilidade de estender à segurança pública os 25% oferecidos ao magistério. "Esse é um pedido intempestivo, pois já havíamos negociado no início do ano e aceitamos integralizar o risco de vida", disse o secretário. De acordo com os líderes do governo, o movimento da Fecasp atende aos interesses dos altos escalões da segurança pública que não serão contemplados pelo aumento no risco de vida."Queremos que o governador diga se vai ou não vai nos receber para negociar. A greve é uma conseqüência", afirmou Prates. São 50 mil servidores da segurança pública no RS e várias entidades dividem a representação da categoria. O sindicato Ugeirm, por exemplo, que representa os inspetores, investigadores e escrivães de polícia, não participa do movimento da federação, mas a Associação de Cabos e Soldados da BM apóis a iniciativa.

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