Clayton de Souza/AE
Clayton de Souza/AE

Policiais federais em greve fazem apitaço em Congonhas

Grevistas reivindicam melhores salários e protestam contra 'insegurança e o sucateamento da PF'

Agência Brasil

21 de agosto de 2012 | 14h00

SÃO PAULO - Policiais federais em greve fizeram um apitaço e distribuíram panfletos no aeroporto de Congonhas nesta terça-feira, 21, na zona sul de São Paulo. Eles chamavam a atenção para a "insegurança e o sucateamento da PF". Os grevistas reclamam também dos baixos salários, um estímulo para que muitos façam concurso em outras instituições, elevando índice de evasão.

 

O presidente do sindicato de São Paulo, Alexandre Santana, participará de audiência do dissídio coletivo instaurado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na tarde desta terça-feira, 21. "Pode ser que ali saia algum acordo quanto ao corte de ponto e à manutenção de efetivo mínimo, disse.

 

Ele afirmou os trabalhadores não descartam um endurecimento da greve. "Ficamos conversando dois anos com o governo, demonstrando que a gente tinha paciência e estava disposto a negociar. Mas infelizmente o acordo não veio, o que deflagrou a greve. Nós podemos endurecer sim", disse.

 

Negociações e operação padrão

 

Estavam previstas para esta semana novas operações-padrão - revistas mais rigorosas que vêm causando filas nos aeroportos -, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu a prática na última quinta-feira. O ministro Napoleão Nunes Maia Filho considerou a ação lesiva à população e concedeu liminar a pedido do governo. A multa no caso de descumprimento é de R$ 200 mil por dia para os sindicatos, e vale também para os representantes dos trabalhadores da Polícia Rodoviária Federal, que cruzaram os braços na segunda-feira.

 

Na última sexta-feira, o Ministério do Planejamento propôs um reajuste de 15,08% ao longo dos próximos três anos para os servidores de mais de 30 categorias em greve em todo o País. A proposta foi aceita por alguns setores, como algumas universidades federais. Outros, no entanto, como os funcionários da Polícia Federal, não concordaram e decidiram manter a paralisação. 

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