Policiais federais contra-atacam sindicato dos delegados da PF em São Paulo

Em nota, FENAPEF afirmou que demonstração de apoio a diretor geral da PF é destempero e saudade da ditadura

Flávia D'Angelo e Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 20h36

A Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF) afirmou nesta quinta-feira, 26, que é a favor de uma mudança na lei orgânica da PF e classificou a manifestação de apoio ao diretor geral da PF, Leandro Daiello, feita pelos delegados paulistas, como uma demonstração de "destempero e saudade dos tempos de ditadura e da censura".

Em nota enviada em nome do diretor-adjunto da FENAPEF, Tercio Fagundes Caldas, a federação afirma que o manifesto assinado por Amaury Portugal, representante do Sindicato dos Delegados da PF de SP, chamado na nota de "sindicalista", representa danos à corporação ao "defender o indefensável". "Não deveríamos enterrar apenas o delegado diretor geral da PF, mas, tudo que ele representa na (in)segurança pública do País", afirma Caldas, na nota.

A FENAPEF diz ainda que as mudanças propostas em forma de protesto pelo policiais federais significam um "caminho para um órgão policial federal eficiente e eficaz e para o fim da impunidade brasileira".

Protestos. Nesta quarta-feira, 25, policiais em campanha por melhoria salarial fizeram uma manifestação em frente ao edifício-sede da PF, em Brasília, e prometeram “radicalizar” o movimento caso não tenham resposta positiva até o fim do mês para as reivindicações. Gritando palavras de ordem, os policiais também pediram a saída do atual diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Os manifestantes se queixam de que o diretor-geral se preocupa somente com os delegados e esquecem das demais categorias que compõem a instituição.

No mesmo dia, os delegados paulistas repudiaram as manifestações dos policiais. Em nota enviada ao ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, o Sindicato dos Delegados da Polícia Federal de SP afirmou se solidarizar com Daiello e pediu que os responsáveis pelas manifestações fossem identificados e punidos por "transgredirem as normas legais e ofenderem a instituição".

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