Polícia vai investigar ameaças a petistas

O secretário-adjunto de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Mário Papaterra Limongi, afirmou, na noite desta terça-feira, que a polícia paulista vai investigar ?até as últimas conseqüências? as ameaças recebidas por prefeitos petistas em carta assinada por uma autodenominada FARB.?Não queremos minimizar e nem potencializar o episódio?, disse Papaterra. O secretário comparou a carta com episódios recentes de pó branco, em que cartas foram enviadas ?em profusão? a autoridades brasileiras, depois dos atentados com antraz no Estados Unidos.?Chegaram inúmeras cartas com pó branco, que depois descobrimos não passar de trote. Mas investigamos todos os casos e faremos o mesmo com a história dessas cartas. De acordo com o secretário, a linguagem da carta não é ?politizada?.Ele não acredita que ela tenha partido de grupos políticos organizados. ?Mas com certeza não era de nenhum despreparado?, afirmou ele.Papaterra informou que a polícia está investigando todos os atentados políticos recentes ocorridos nos últimos meses no Estado de São Paulo. ?Queremos saber se há algum tipo de ligação entre eles, mas por enquanto não há nada que aponte para esta direção.?O presidente estadual do PT, Paulo Frateschi, pediu a todos os prefeitos do partido no Estado de São Paulo que tomem medidas de para preservar sua própria segurança e de seus familiares, ?como medida de precaução?, até que sejam apuradas as ameaças feitas por carta pela autodenominada FARB.Frateschi disse não acreditar que a tal FARB seja um movimento político. ?Na verdade, parece mais um grupo organizado, provavelmente ligado até ao crime organizado, tentando simular motivos políticos?, avaliou ele.Frateschi disse que as prefeituras petistas têm contrariado interesses de grupos importantes e que este pode ser um dos motivos das ameaças. ?Até que saibamos o que está realmente por trás, temos que tomar todas as precauções?, afirmou ele.

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