Polícia tenta identificar assassino de jornalista no MA

A polícia maranhense ainda trabalha na preparação de um retrato falado do executor do assassinato do jornalista Décio Sá, 42, morto com cinco tiros de pistola calibre .40 em um bar da Avenida Litorânea, um dos principais cartões postais de São Luís. Nesta sexta-feira (27), a policia prometeu divulgar o laudo pericial da cena do crime e o laudo cadavérico do jornalista.

ERNESTO BATISTA, Agência Estado

25 de abril de 2012 | 18h59

Segundo fontes da Polícia Civil, várias testemunhas ainda estão sendo ouvidas sobre o crime e várias imagens de câmaras de segurança estão sendo analisadas na tentativa de obter uma identificação definitiva do assassino.

"Estamos mostrando as testemunhas retratos feitos a partir das descrições dos traços dos bandidos e refinando o retrato falado. Estamos perto de ter uma imagem definitiva", disse um dos policiais que participa das investigações do crime.

Apesar de ainda trabalhar na identificação do criminoso, a polícia já sabe que o executor é um homem corpulento, de feições indígenas, de pele morena e cabelos lisos. No entanto, a moto usada para dar fuga ao criminoso ainda não foi identificada e nem localizada.

Uma das linhas de investigação seguida pelos policias maranhenses é a possibilidade de haver participação de membros das forças de segurança no crime. "Nenhuma hipótese foi descartada", disse o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes.

Outra hipótese levantada e ainda não descartada pela polícia é a possibilidade de ligação entre a morte do jornalista e a execução de um personal trainer em um bairro residencial da cidade. Diogo Mendes Sousa, 26,também foi morto por uma dupla em uma moto, com três tiros, quando ia para casa, no dia seguinte ao assassinato do jornalista maranhense.

Os policiais também estão trabalhando para identificar a arma ligada ao carregador de pistola .40 encontrado na rota de fuga usada pelos criminosos. Segundo Mendes, o carregador tem uma numeração.

"Estamos entrando em contato com os fabricantes para vermos se esta arma foi roubada de uma força policial, ou é contrabandeada ou ainda pertence a um policial. Sabemos que o calibre da arma usada no crime é privativo das forças policias, mas ainda é cedo para dizermos que era uma arma da polícia", afirmou o secretário.

A força-tarefa que investiga o crime, formada por 50 delegados, investigadores e peritos, também está averiguando as informações de mais de 20 ligações anônimas feitas ao Disque-denúncia maranhense. Hoje há um recompensa de R$ 100 mil oferecidas por empresários de São Luís, uma das maiores recompensas já oferecidas no País.

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