Polícia sul-africana desmente prisão de integrantes do MST

A polícia sul-africana desmentiu a informação de que integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) do Brasil teriam sido detidos em Johannesburgo. A informação de que entre os militantes sem-terra detidos havia brasileiros circulou entre integrantes da delegação brasileira na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 10.Henriëtte Bester, porta-voz da polícia, disse ao Estado que todos os 77 detidos na terça-feira eram sul-africanos e que não havia, até as 14h deste sábado (9h em Brasília), informações de brasileiros detidos. Os sul-africanos foram capturados durante uma manifestação não-autorizada no centro de Johannesburgo, promovida pelo Movimento dos Povos Sem-Terra, o equivalente do MST na África do Sul. Segundo a porta-voz, eles foram liberados na noite desta sexta-feira, mas responderão pelo delito de "violência pública". Durante a marcha, os sem-terra "destruíram propriedade e sujaram as ruas", explicou Henriëtte. A próxima semana foi declarada pelos grupos de trabalhadores rurais sul-africanos e de vários países, incluindo o Brasil, a "semana dos sem-terra".Há informações, também não confirmadas pela polícia sul-africana, de que os chamados "veteranos de guerra do Zimbábue", que invadiram, naquele país, fazendas de brancos com apoio tácito do governo do presidente Robert Mugabe, pretendem vir para participar das manifestações. Também há em Johannesburgo expectativa quanto à chegada do líder camponês francês José Bové, que protagonizou a destruição de uma plantação de milho transgênico no ano passado no Brasil, durante o Fórum Social de Porto Alegre.

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