Polícia rastreia um terceiro empréstimo no computador

A Polícia Federal rastreou no computador da Progus Consultoria planilha eletrônica referente a um terceiro financiamento do BNDES do qual Paulinho da Força (PDT-SP) também seria beneficiário. Trata-se de empréstimo no valor de R$ 7,25 milhões que o banco concedeu a uma indústria de móveis, dividido em quatro parcelas. A Progus, que a PF sustenta ser reduto de organização criminosa, receberia taxa de 3% sobre o valor bruto liberado. Paulinho seria contemplado com R$ 21, 5 mil a cada repasse do banco - total de R$ 86 mil.A PF havia apurado apenas duas operações, relativas a empréstimos do BNDES à Prefeitura de Praia Grande e às Lojas Marisa. A abertura dos arquivos da Progus levaram à identificação do contrato com a fábrica de móveis. A planilha com os dados dessa transação estava anexada a um e-mail que o empresário Marcos Mantovani enviou para um outro endereço dele próprio, datado de 16 de março de 2007. Para a PF, a planilha comprova "caráter sistêmico da organização criminosa".Segundo o dossiê Paulinho, que a PF preparou, o deputado ficaria com 25% da propina. A PF cita a Força Sindical. Valores correspondentes a duas parcelas "seriam destinados aos integrantes vinculados à Força".

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