Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Polícia procura quinto seqüestrador e Jeniffer

Um quinto seqüestrador da estudante Patrícia Abravanel está sendo procurado pela Delegacia Anti-Seqüestro (Deas). Seu nome é Valdemir. Ele tem cerca de 25 anos e participou do começo do seqüestro. Chegou a ir ao cativeiro da estudante, mas desistiu da ação quando soube quem era a vítima - como Patrícia contou durante a entrevista que deu da sacada de sua casa. Quem informou a polícia sobre a existência de Valdemir foi Esdras Dutra Pinto, de 21 anos, irmão do líder do grupo e mentor do seqüestro, Fernando Dutra Pinto, de 22 anos. Em seu depoimento, Esdras o descreveu. Disse que ele tem 1,75m de altura, cabelos lisos e escuros e cavanhaque ralo.Uma equipe da Deas está atrás do acusado, tentando descobrir seu nome completo e uma fotografia para detê-lo. De acordo com as investigações feitas pelo delegado Wagner Giudice, a participação de Valdemir no crime foi menor, como a de Marcelo Batista Santos, de 27 anos, o Pirata. Primeiro acusado a ser detido pela polícia, ele era o responsável por vigiar e sinalizar o caminho por onde deveria ser entregue o resgate - ia receber dos irmãos Dutra Pinto R$ 10 mil pelo serviço.Além de Valdemir, a polícia continua a procurar Jeniffer, a namorada de Fernando. Ao ser ouvido pela polícia no Centro de Observação Criminológica (COC), o líder dos seqüestradores negou-se a fornecer informações sobre a namorada. A Deas, porém, recebeu uma denúncia sobre a identidade da acusada. Conseguiu uma fotografia de uma suspeita e ia levá-la para Patrícia Abravanel, para que a vítima tentasse reconhecê-la.Além disso, os investigadores foram aos shoppings da região de Alphaville e Tamboré para tentar encontrar imagens gravadas por câmeras de vídeo do casal de criminosos fazendo compras. Após receberem o resgate de R$ 500 mil, Fernando e Jeniffer hospedaram-se no flat L´Étoile, no residencial 2 de Alphaville, em Barueri. Ela utilizou um nome falso: Luciana.No dia seguinte, fizeram compras num shopping. A polícia sabe disso porque Fernando retornou ao flat carregando sacolas com compras quando se envolveu no tiroteio com os três investigadores do 91.º Distrito Policial (Ceagesp) - ele matou dois e feriu outro.O Ministério Público Estadual deverá denunciar Fernando Dutra Pinto pelos crimes de porte ilegal de arma, extorsão mediante seqüestro de Patrícia, cárcere privado de Silvio Santos e por formação de quadrilha. A conduta dos outros acusados também será analisada pela promotoria, mas eles devem responder por extorsão mediante seqüestro, formação de quadrilha e porte ilegal de arma. A denúncia deve ser apresentada em 15 dias pelo promotor Dimitrius Eugênio Bueri, da 6.ª Promotoria Criminal da capital paulista. Ele disse que ainda há detalhes que devem ser estudados pela promotoria.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.