Polícia prende quadrilha que desviou R$ 100 mi da saúde

Máfia é responsável por fraudes em centenas de licitações nos principais hospitais públicos de SP, RJ e MG

Marcelo Godoy e Bruno Tavares, de O Estado de S. Paulo,

30 de outubro de 2008 | 10h14

A polícia de São Paulo prendeu na madrugada desta quinta-feira, 30, cinco acusados de compor um quadrilha responsável por fraudes em centenas de licitações nos principais hospitais públicos do Estado e da Prefeitura de São Paulo e de outros 29 municípios do interior, do Rio e de Minas. A máfia dos parasitas subornava agentes públicos, superfaturava preços, entregava produtos de má qualidade, quando entregava, colocando em risco a saúde dos pacientes. O bando, que arrecadou R$ 100 milhões nos últimos anos, é investigado ainda sob as suspeitas de sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas para paraísos fiscais.      Veja também:Assista ao vídeo da Operação Parasitas  Galeria de fotos da Operação Parasitas Fórum: Opine sobre o esquema de fraudes desmontado pela polícia   Pelo menos 11 empresas fornecedoras de materiais cirúrgicos, remédios e insumos hospitalares são investigadas no caso. Os policiais cumpriram 23 mandados de busca e apreensão e apreenderam 14 carros (entre eles um Porsche), 5 motocicletas (entre elas, uma Harley-Davidson), 3 lanchas e uma helicóptero - modelo Robson 40. O juiz-corregedor Vinícius de Toledo Piza Peluso decretou ainda o bloqueio de contas bancárias, aplicações e dos bens de sete dos acusados. Entre eles estão o empresário Dirceu Gonçalves Ferreira Junior, um dos donos das empresas VidasMed e Biodinâmica, e de Renato Pereira Junior e de seu sócio Marcos Agostinho Paioli Cardoso, proprietários da Home Care Medical. Os três são apontados pela polícia como os chefes da área empresarial das duas células da organização criminosa.

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