Polícia prende quadrilha de madeireiros no Pará

A polícia prendeu nesta sexta-feira, 2, pelo menos 25 membros de uma quadrilha que explorava ilegalmente madeira da Amazônia. Os madeireiros, funcionários públicos e caminhoneiros foram presos nos arredores de Altamira (PA), o mesmo lugar onde em 2005 a freira norte-americana Dorothy Stang foi assassinada a mando de fazendeiros, por sua defesa dos sem-terra e do meio ambiente. A Polícia Federal tem 35 mandados de prisão. Os suspeitos "lavavam madeira" por meio de um complexo esquema de falsos documentos bancários e de frete, disse à Reuters por telefone de Altamira o agente da PF Jorge Eduardo. O grupo incluía funcionários do Ibama, que alertavam as serrarias sobre as inspeções programadas. A polícia fez várias prisões de madeireiros clandestinos nos últimos anos, mas só desde 2005 vem ampliando a repressão na região de Altamira. "Os caminhões de madeira costumavam passar por aqui sem controle nenhum. Depois da morte da irmã Dorothy, o Estado chegou a Altamira", disse o policial. O governo diz que o ritmo de devastação da Amazônia caiu em um terço no período de agosto de 2005 a julho de 2006, em comparação com um ano antes. Em 2005, áreas do tamanho de Israel ou do País de Gales foram devastadas. Ambientalistas dizem que a devastação da Amazônia diminuiu não graças ao governo, e sim à redução do preço das commodities, que reduziu a pressão dos produtores de soja e carne sobre a floresta.

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