Polícia prende 2 suspeitos de matar vereador no Guarujá

A Polícia Civil do Guarujá, no litoral paulista, prendeu hoje um suspeito e apreendeu um menor de idade acusados de participar do assassinato do vereador Luís Carlos Romazzini (PT), de 45 anos. Ele foi morto na madrugada do último dia 26 após ter sua casa invadida, no distrito de Vicente de Carvalho. Os dois não reagiram. O menor de 17 anos confessou o crime. O outro detido, cujo nome a polícia prefere manter em sigilo, já cumpriu pena por roubo.

REJANE LIMA, Agência Estado

13 Dezembro 2010 | 20h43

A prisão ocorreu no início da manhã na casa dos dois suspeitos, que moram na mesma rua, na Vila Edna. De acordo com o delegado titular do município, Claudio Rossi, os detalhes da prisão não podem ser divulgados para não atrapalhar a investigação. "A investigação continua, ainda não sabemos se mais gente participou e também ainda não apreendemos a arma do crime", explica Rossi.

"O que nos convence (da culpa dos suspeitos) são que as informações condizem, as peças se encaixam e nos dão certa segurança em falar que participaram na morte do vereador. As coisas coincidem e não há divergência nos fatos", completa.

Advogado criminalista, professor de história e sargento reformado do Exército, o vereador foi executado no quintal da sua casa na madrugada do dia 26 de novembro. Ele e a esposa dormiam na parte de cima do sobrado quando foram despertados pela invasão.

Armado, o vereador desceu para ver o que estava acontecendo. Foi recebido a tiros, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos disparos que o atingiram na cabeça, no abdômen, nos ombros e nas pernas. Morreu pouco depois no hospital. A esposa da vítima presenciou o crime da janela. Ela disse à polícia que viu três homens, mas não conseguiu identificá-los.

Romazzini estava em seu segundo mandato como vereador e nas últimas eleições concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa. Era um nome combativo na Câmara e pleiteava disputar a prefeitura do Guarujá nas próximas eleições. Em 2006, ele havia pedido proteção policial afirmando que estava sendo ameaçado de morte por causa das denúncias de um esquema de corrupção envolvendo a Câmara Municipal e a prefeitura, conhecido como "mensalinho do Guarujá".

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