Polícia prende 18 integrantes do MST

Dezoito militantes do MST assentados em Rondinha, município de Jóia, no interior do Rio Grande do Sul, já foram presos acusados de envolvimento na morte do agricultor Pedro Milton da Luz Pedroso, no último dia 7 de setembro. De acordo com o inquérito, comandado pela delegada Carla Mussi, grupos ligados ao MST estão ameaçando e expulsando dos assentamentos agricultores que obtém lotes irregularmente. Das 6.671 famílias assentadas pelo Incra no Rio Grande do Sul, 601 apresentam alguma irregularidade, como a compra ou troca de lotes de terras. Pedroso era um destes casos detectados pelo Incra.Vinte e nove assentados já foram acusados por formação de quadrilha, entre eles está José Censi, assessor do secretário estadual de Reforma Agrária, Antonio Marangon. Ele também teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça.Assentado em Rondinha, Censi foi indicado pelo governo gaúcho para coordenar a infra-estrutura dos assentamentos. ?Nosso funcionário é uma pessoa competente e se diz inocente?, afirmou Marangon. Os líderes do MST alegam que estão sofrendo perseguição política e que o Incra não tem agido adequadamente para corrigir as irregularidades nos assentamentos. Para o superintendente regional do Incra, Jânio Guedes, ?o MST tem tirado esse pessoal à força, tentando fazer justiça pelas próprias mãos?, Desde terça-feira, ele está em Rondinha acompanhado de policiais federais, tentando negociar com os líderes do MST, um encaminhamento para as irregularidades. ?Todo o pessoal que eles tiraram terão de voltar para sua terra para serem julgados pelo Incra?. Das 230 famílias de Rondinha, 26 estão irregulares, de acordo com o Incra. Destas, quatro foram expulsas pelos militantes do MST até o incidente com Pedroso.

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