Polícia pedirá a prisão de invasores de fazenda em SP

Delegado já identificou seis integrantes que participaram da depredação, sendo que dois são líderes do MST

José Maria Tomazela, da Agência Estado,

08 Outubro 2009 | 17h25

O delegado Jader Biazon, da Polícia Civil de Borebi, no centro-oeste de São Paulo, vai pedir a prisão dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) que participaram da depredação da fazenda Santo Henrique, do grupo Cutrale. Os sem-terra arrancaram pelo menos 7 mil pés de laranja, destruíram ou danificaram 28 tratores e depredaram as instalações. Também são acusados de furtar equipamentos e pertences das oito famílias de colonos da propriedade. A fazenda foi invadida no dia 28 de setembro e os sem-terra só foram despejados na quarta-feira, 7.    

 

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O delegado já identificou seis integrantes que tiveram participação ativa na depredação, entre eles dois líderes do MST. Os nomes não foram revelados para não prejudicar as investigações. Com base nas placas dos mais de 30 veículos de sem-terra que estavam na fazenda, o policial espera chegar a outros suspeitos.

Nesta quinta-feira, 8, o delegado formalizou a abertura de inquérito, indiciando os sem-terra por formação de bando ou quadrilha, esbulho possessório, furto e dano. O pedido de prisão temporária ou preventiva será encaminhado ao Fórum de Lençóis Paulista assim que as investigações avançarem.

Inquérito

Biazon começou a ouvir funcionários da fazenda e assentados. Ele disse que outros crimes podem se imputados aos acusados durante as investigações, pois as vítimas não são apenas os donos da propriedade, mas também os colonos que tiveram bens furtados.

O prazo para conclusão do inquérito é de 30 dias, mas o delegado pode pedir prorrogação. Ele tem pressa em elucidar o caso, diante do que chamou de clamor popular. "A sociedade está revoltada e cobra uma resposta da polícia."

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