Polícia não tem elementos para manter Duque preso, diz advogado

Defensor de ex-diretor da Petrobrás preso na última sexta-feira pede que prisão temporária não seja prorrogada

Fabio Brandt, O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2014 | 17h47

A defesa do ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, pediu à Justiça Federal nesta terça-feira que não seja prorrogada sua prisão temporária, como quer a Polícia Federal.

"A autoridade policial não indicou, em seu pleito de prorrogação, qualquer elemento concreto que demonstre ser a prisão de Renato Duque fundamental para a continuidade da investigação", escreveu o advogado Alexandre Lopes de Oliveira em documento encaminhado ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba.

No requerimento de prorrogação da prisão de Duque e de mais cinco pessoas, também encaminhado nesta terça ao juiz Sérgio Moro, o delegado de Polícia Federal Márcio Adriano Anselmo argumentou que "não foi possível estabelecer ainda o confronto de eventuais declarações divergentes, como, por exemplo, no caso de Renato de Souza Duque".

Na justificativa da prorrogação da prisão temporária de Duque, o delegado da PF, que é chefe da Operação Lava Jato, citou ainda o depoimento prestado por Erton Medeiros da Fonseca, diretor da Galvão Engenharia.

"Com relação ao nominado [Renato Duque], foi reconhecido ontem por Erton Medeiros da Fonseca o pagamento de vantagens ilícitas no âmbito da Diretoria de Serviços, à época em que o cargo era ocupado por Renato Duque, corroborando com os elementos iniciais que apontam à responsabilidade de Renato Duque", escreveu o delegado.

O advogado do ex-diretor da estatal, no entanto, alega que seu cliente já prestou depoimento à Justiça e está à disposição para novos esclarecimentos. Afirmou ainda que a conduta de Duque nos últimos meses mostra que ele não deve fugir. "Destaque-se, ademais, que Renato Duque foi preso em sua residência, local certo e sabido, malgrado a imprenssa, há muito, já fizesse menção ao seu nome, relacionando-o à investigação, o que demonstra, iniludivelmente, que não se furtará à persecução de qualquer natureza".

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