Polícia Militar cerca penitenciária do PR

Dezenas de viaturas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros chegaram por volta das 10 horas desta manhã para cercar a Penitenciária Central do Estado do Paraná, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, aumentando a tensão no local. Os presos rebelados, que mantêm 22 agentes de segurança como reféns, prometem explodir a penitenciária, caso haja tentativa de invasão. Eles também afirmam que uma invasão na PCE significa rebeliões em outros Estados e até internacionalmente. As negociações com os rebelados podem ser retomadas ainda pela manhã. A expectativa é que o secretário de Segurança Pública, José Tavares, chegue ao local até por volta de 11 horas.Vinte e três presos, alguns do Primeiro Comando da Capital (PCC) lideram a rebelião, desde o fim da tarde de quarta-feira. Os corpos de três presos e de um agente penitenciário, mortos há uma semana, estão dentro de geladeiras. Mas, desde a noite de ontem, a energia elétrica foi cortada. Segundo os rebelados, os corpos podem ser retirados a qualquer momento pelos policiais. Eles aguardam apenas um contato. Pelo menos dois corpos tiveram as cabeças decepadas. Em telefonema, na manhã de hoje, um dos rebelados disse que eles aceitam sair da penitenciária da forma que o governo desejar e não apenas de avião, desde que haja garantia do ministro da Justiça de que eles não sofrerão represálias. Há expectativa de que também cheguem ao local, ainda pela manhã, representantes do Ministério da Justiça. A Polícia Militar diminuiu o trabalho da imprensa, mantendo os repórteres a cerca de 300 metros da penitenciária. Também não está sendo permitida a presença das mulheres dos reféns próximo ao muro da PCE.

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